Pular para o conteúdo

Agora

Birigui Notícias

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Mundo

Imprensa estrangeira vê vitória de Lula no fim da 6×1

Veículos como Clarín, Financial Times, The Guardian e Associated Press noticiaram a aprovação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado. As reportagens destacam a vitória política de Lula e o impacto da medida na disputa eleitoral.

4 min de leitura
Imprensa estrangeira vê vitória de Lula no fim da 6x1
Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

O Senado aprovou na noite de quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1. Foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A imprensa internacional repercutiu a decisão como uma vitória política do ex-presidente Lula, a menos de duas semanas do segundo turno das eleições.

Clarín chama aprovação de jogada política

Na Argentina, o jornal Clarín classificou a aprovação como “jogada política de Lula: Brasil aprova redução da jornada de trabalho, a menos de duas semanas do segundo turno das eleições”. O diário acrescentou que a votação foi uma “vitória para Lula” próxima ao segundo turno eleitoral. A publicação também mencionou as críticas dos grupos empresariais, que reclamam de aumento de custos.

A cobertura do Clarín destaca o timing da votação, ocorrida em meio à campanha eleitoral. A fonte não detalhou quais setores empresariais se manifestaram. A reportagem argentina reforça o caráter político da medida.

Financial Times compara Brasil a nações ricas

O britânico Financial Times escreveu que “terminar a semana de trabalho de seis dias alinhará o Brasil com muitas nações de renda mais alta, onde as horas de trabalho diminuíram à medida que a produtividade e a eficiência melhoraram”. O jornal não citou exemplos específicos de países. A análise econômica sugere que a mudança aproxima o Brasil de padrões trabalhistas de economias desenvolvidas.

O texto do Financial Times não menciona diretamente a disputa eleitoral. A ênfase recai sobre a tendência global de redução da jornada. A fonte não detalhou os impactos econômicos previstos para o Brasil.

The Guardian destaca origem no TikTok

O também britânico The Guardian apontou vitória de Lula com a aprovação e calculou que a mudança pode afetar até 30 milhões de pessoas no Brasil. O jornal explicou que “a proposta começou como um movimento do TikTok chamado Vida Além do Trabalho, fundado por um assistente de farmácia que entrou na política após seu sucesso e mais tarde foi abraçado por Lula”.

O The Guardian também lembrou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o 2º turno contra Lula, era contrário à PEC que acaba com a 6×1, mas acabou mudando de posição poucos dias antes da votação. “Mesmo depois de mudar sua posição, Bolsonaro disse na terça-feira que ‘apoia algo ainda melhor’, referindo-se a uma proposta alternativa que há muito tempo defendia em que o pagamento seria baseado nas horas realmente trabalhadas”, acrescentou o jornal.

Associated Press cita único voto contrário

A agência de notícias dos Estados Unidos Associated Press (AP) apontou que o único voto contrário foi “do ex-vice-presidente Hamilton Mourão, que atuou durante o governo do presidente Jair Bolsonaro”. A AP explicou que os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) “deixaram de bloquear a medida popular para que ele não fosse prejudicado em sua disputa acirrada contra Lula”.

A agência americana não trouxe declarações de Mourão sobre o voto. A reportagem destaca a estratégia da base bolsonarista para evitar desgaste eleitoral. A fonte não detalhou o placar final da votação.

Oposição mudou de lado após pauta no plenário

A oposição, que era contrária à aprovação da matéria, mudou de lado após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar o tema no plenário. A fonte não detalhou os motivos da mudança de posição. O texto aprovado prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para até 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

Líder do PL fala em contrato por hora

Em entrevista à TV Jovem Pan, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que, se eleito, Flávio Bolsonaro deve aprovar a PEC 12/2026, que prevê um contrato “por hora trabalhada”. A declaração foi dada após a votação no Senado. A fonte não detalhou o conteúdo da PEC 12/2026.

A fala do deputado reforça a posição alternativa defendida por Flávio Bolsonaro. A reportagem internacional não trouxe reação de Lula à declaração. A fonte não detalhou o andamento da PEC 12/2026 no Congresso.

Fonte

Compartilhar

1 comentário

Deixe seu comentário

Seu e-mail não aparece publicamente. A redação modera antes de publicar.

Leia também