Ausência de vítimas adia júri de acusado de tentativa de feminicídio
O julgamento de Reginaldo Ferreira da Fonseca, acusado de tentar matar a própria esposa e um vizinho em Araçatuba, foi adiado pela Justiça nesta quinta-feira (15).
A sessão estava marcada para ocorrer no Fórum de Araçatuba, mas as duas vítimas não compareceram para prestar depoimento. Como elas seriam ouvidas durante o julgamento, o Ministério Público e a defesa pediram que o júri fosse remarcado.
O pedido foi aceito pelo juiz, que determinou a realização de uma nova sessão em data ainda não definida. Para o próximo julgamento, as vítimas deverão comparecer por determinação judicial.
O que aconteceu
O caso ocorreu em 26 de dezembro de 2024, em um apartamento de um conjunto habitacional da CDHU, no bairro Panorama.
Conforme a denúncia do Ministério Público, Reginaldo teria iniciado uma discussão com a esposa depois que ela se recusou a acompanhá-lo para sair à noite. A situação teria evoluído para uma sequência de agressões físicas.
Ainda segundo a acusação, a mulher teria sido atingida com socos, chutes e tapas, além de ter a cabeça batida contra a parede.
Os gritos de socorro chamaram a atenção de um vizinho, que entrou no imóvel para tentar interromper a violência. Ele teria entrado em luta corporal com o acusado.
Durante o confronto, segundo o processo, Reginaldo pegou uma faca e tentou atingir a esposa e o vizinho. A ação foi interrompida com a chegada da Polícia Militar.
O acusado acabou preso em flagrante. A faca foi apreendida e a mulher foi encaminhada para atendimento na Santa Casa de Araçatuba.
Réu responde por duas tentativas de homicídio
No caso da mulher, o Ministério Público classificou a acusação como tentativa de feminicídio, alegando que o crime teria ocorrido em contexto de violência doméstica e familiar e por razões relacionadas à condição do sexo feminino.
A denúncia também aponta outras circunstâncias qualificadoras, incluindo o suposto emprego de meio cruel.
Já em relação ao vizinho, Reginaldo responde por tentativa de homicídio. Para a Promotoria, ele teria sido atacado porque tentou impedir que o acusado prosseguisse com as agressões contra a esposa.
O caso será levado novamente ao Tribunal do Júri, em data que ainda será definida pela Justiça.
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