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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Maduro e esposa se declaram inocentes; julgamento adiado

O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes das novas acusações de conspiração para cometer tortura em audiência nesta quinta-feira (15) no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. O juiz federal Alvin Hellerstein adiou o início do julgamento para 14 de junho de 2027.

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Maduro e esposa se declaram inocentes; julgamento adiado
Crédito: www.gazetadopovo.com.br

O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes nesta quinta-feira (15) das novas acusações de conspiração para cometer tortura, apresentadas pela promotoria dos Estados Unidos na semana passada. O casal compareceu ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York, perante o juiz federal Alvin Hellerstein, segundo informações da agência EFE. A audiência marcou a primeira resposta formal dos acusados às alegações ampliadas, que agora incluem também a acusação de conspiração para cometer narcoterrorismo contra Flores.

Novas acusações ampliam escopo do caso

Além da acusação de conspiração para cometer tortura, a promotoria estendeu a Flores a acusação de conspiração para cometer narcoterrorismo, que até então recaía apenas sobre Maduro. Com isso, ambos passam a responder por quatro crimes graves: conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os EUA, posse e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para cometer torturas. A ampliação das acusações reflete o avanço da investigação conduzida pelas autoridades americanas, mas os detalhes sobre as novas provas não foram divulgados pela fonte.

A defesa do casal não se manifestou publicamente sobre as novas alegações além das declarações feitas em tribunal. A audiência desta quinta-feira serviu para que ambos formalizassem suas posições perante o juiz, em um processo que se arrasta desde a prisão de Maduro e Flores em território americano. A fonte não detalhou as circunstâncias da prisão nem o tempo de detenção dos acusados.

Maduro nega veementemente as acusações

Questionado pelo juiz Hellerstein, Maduro declarou-se inocente e afirmou que a acusação se baseia em “falsos alegações e testemunhos contra a sua pessoa”. O ex-ditador deposto classificou o caso como um “conjunto de elementos e ataques que ele já conhecia do passado”, sugerindo que as acusações teriam motivação política. Sua fala, registrada pela EFE, não trouxe detalhes adicionais sobre quais seriam esses ataques anteriores.

A postura de Maduro contrastou com a de sua esposa, que se limitou a declarações curtas. Flores declarou-se “completamente inocente” e “não culpada” das novas acusações, sem comentar o mérito das alegações. A diferença de tom entre os dois não foi explicada pela fonte, mas evidencia estratégias distintas de defesa no mesmo processo.

Julgamento adiado para junho de 2027

O juiz Hellerstein adiou o início do julgamento do casal de 1º de junho para 14 de junho de 2027, devido às novas acusações. A decisão visa dar tempo para que as defesas analisem o material adicional apresentado pela promotoria e preparem seus argumentos. A última audiência antes do início do julgamento ocorrerá em 7 de junho, quando questões processuais pendentes deverão ser resolvidas.

O adiamento de quase duas semanas é relativamente curto, considerando a complexidade do caso e o volume de acusações. A fonte não informou se haverá novas audiências intermediárias ou se as partes solicitarão mais tempo. O cronograma definido pelo tribunal indica que o processo deve avançar sem grandes interrupções até a data marcada.

Penas severas em caso de condenação

Se condenados por todas as acusações, Maduro e Flores receberão uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão. A sentença, nesse cenário, seria uma das mais duras já aplicadas a ex-líderes estrangeiros em tribunais americanos. A possibilidade de penas cumulativas ou acordos de delação não foi mencionada pela fonte.

O casal permanece sob custódia enquanto aguarda o julgamento, mas as condições de detenção não foram detalhadas. A defesa não apresentou pedidos de liberdade provisória durante a audiência desta quinta-feira, segundo o relato da EFE. O caso continua a atrair atenção internacional, dada a notoriedade dos acusados e a gravidade das acusações.

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