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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Esporte

Gaspart admite exagero sobre Messi e descarta desculpas

Joan Gaspart, ex-presidente do Barcelona, admitiu ter exagerado nas declarações sobre Lionel Messi, mas descartou pedir desculpas. Em entrevista, ele explicou que sua intenção era ressaltar a grandeza do clube, não diminuir o argentino.

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Gaspart admite exagero sobre Messi e descarta desculpas
Crédito: oglobo.globo.com

O ex-presidente do Barcelona Joan Gaspart admitiu, nesta sexta-feira, ter exagerado nas declarações sobre Lionel Messi, mas descartou pedir desculpas ao argentino. Em entrevista ao podcast Sólo Para Culés, o antigo dirigente explicou que sua intenção era ressaltar que a história do clube catalão vai além da passagem do atacante, que atualmente defende o Inter Miami, dos Estados Unidos.

As declarações de Gaspart repercutiram ao longo da semana e geraram debate entre torcedores e imprensa esportiva. O dirigente, que presidiu o Barcelona entre 2000 e 2003, havia criticado Messi por uma possível resistência a retornar ao clube para se despedir da torcida. Na ocasião, ele afirmou que o clube estava acima do jogador e chegou a dizer que o argentino deveria ter “cuidado”.

Contexto das críticas iniciais

No início da semana, o ex-presidente do Barcelona criticou Messi ao comentar a possibilidade de o argentino voltar ao Camp Nou para se despedir da torcida. O antigo dirigente afirmou que o craque não deve condicionar uma eventual homenagem à saída de Joan Laporta da presidência do clube catalão e declarou que o Barcelona está acima de qualquer jogador.

Gaspart foi além e questionou a postura do argentino com frases contundentes. “Ele precisa tomar cuidado. O Barcelona está acima dele”, afirmou. Em outro momento da entrevista, o dirigente foi ainda mais incisivo ao questionar a postura do argentino: “Quem ele pensa que é?”.

As palavras duras chamaram atenção, especialmente porque Gaspart mantém um vínculo histórico com Messi. O ex-presidente estava à frente do clube quando o argentino ingressou nas categorias de base, em 2000, aos 13 anos. Esse contexto torna as críticas ainda mais simbólicas, já que o dirigente acompanhou de perto o início da trajetória do jogador no Barcelona.

Admissão de exagero, sem desculpas

Na entrevista desta sexta-feira, Gaspart reconheceu que exagerou nas declarações, mas manteve a posição de que não é necessário pedir desculpas. Para ele, a intenção nunca foi ofender Messi, mas sim lembrar que o Barcelona é uma instituição centenária, maior do que qualquer atleta que já vestiu a camisa blaugrana.

O ex-dirigente explicou que suas palavras foram motivadas por um sentimento de defesa do clube, não por animosidade contra o argentino. Ele ressaltou que mantém um vínculo afetivo com Messi desde a chegada do jogador ao Barcelona, aos 13 anos, e que suas declarações não diminuem a importância do camisa 10 para a história da equipe.

A fala de Gaspart indica uma tentativa de suavizar o tom, sem, contudo, recuar completamente. Ao admitir o exagero, ele reconhece que as palavras foram fortes, mas insiste que o conteúdo central — a grandeza do Barcelona — permanece válido. A ausência de desculpas, nesse sentido, reforça sua convicção de que não houve ofensa pessoal, apenas uma defesa institucional.

Relação histórica entre Gaspart e Messi

O vínculo entre Gaspart e Messi remonta ao ano 2000, quando o argentino chegou a Barcelona ainda adolescente. Na época, Gaspart presidia o clube e acompanhou os primeiros passos do jogador nas categorias de base. Esse histórico torna a relação entre os dois mais complexa do que uma simples troca de farpas pela imprensa.

Messi deixou o Barcelona em 2021, após mais de duas décadas no clube, em razão de dificuldades financeiras que impediram a renovação de seu contrato. O argentino conquistou 35 títulos pela equipe principal, incluindo quatro edições da Liga dos Campeões e dez do Campeonato Espanhol, e se tornou o maior artilheiro da história do clube.

Diante desse legado, as críticas de Gaspart soaram para muitos como ingratidão. No entanto, o ex-presidente argumenta que sua fala não foi sobre o passado de Messi, mas sobre o presente e o futuro do Barcelona. Ele defende que nenhum jogador, por maior que seja, pode se colocar acima da instituição.

Repercussão e próximos passos

A repercussão das declarações de Gaspart reacendeu o debate sobre a relação entre Messi e o Barcelona após sua saída conturbada. Muitos torcedores esperam uma homenagem oficial ao jogador no Camp Nou, mas ainda não há definição sobre quando ou como isso ocorrerá. A fala de Gaspart, nesse contexto, adiciona mais um capítulo a uma história ainda em aberto.

O ex-presidente, por sua vez, não indicou se pretende se encontrar com Messi ou se fará novas declarações sobre o assunto. Ele limitou-se a esclarecer sua posição no podcast, reforçando que o Barcelona está acima de qualquer indivíduo. A fonte não detalhou se houve contato entre as partes após a polêmica.

Enquanto isso, Messi segue sua carreira no Inter Miami, longe dos holofotes do futebol europeu. O argentino não se manifestou publicamente sobre as declarações de Gaspart, e não há informações sobre uma possível resposta. O silêncio do jogador, até o momento, mantém o foco na fala do ex-dirigente e nas reações que ela provocou.

Legado e memória institucional

A polêmica envolvendo Gaspart e Messi toca em um ponto sensível para qualquer clube: a relação entre ídolos e instituição. O Barcelona, como muitos times de futebol, tem uma história que transcende gerações de jogadores, técnicos e dirigentes. A defesa dessa memória institucional foi o argumento central de Gaspart em suas declarações.

Por outro lado, a contribuição de Messi para o Barcelona é inegável e mensurável em números e títulos. O argentino não apenas quebrou recordes, mas também ajudou a projetar o clube globalmente. Essa dualidade — entre a grandeza do clube e a grandeza do jogador — está no centro do debate.

Gaspart, ao admitir o exagero, reconhece que a forma como expressou sua opinião pode ter ferido suscetibilidades. No entanto, ao descartar desculpas, ele mantém a essência de sua mensagem: o Barcelona é maior do que qualquer um. Resta saber se essa posição encontrará eco entre torcedores e se influenciará a tão esperada homenagem a Messi.

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