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sábado, 17 de outubro de 2026

Política

Flávio promete fim da reeleição e nega cortes

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira, 16, em sabatina na TV Globo, que proporá emenda para acabar com a reeleição. Ele negou cortes em aposentadorias, salário mínimo e recursos para saúde e educação, e acusou a campanha de Lula de distorcer suas propostas. O candidato também mudou posição sobre a escala 6x1 e criticou ministros do STF.

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Flávio promete fim da reeleição e nega cortes
Crédito: revistaoeste.com

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, declarou nesta sexta-feira, 16, durante sabatina na TV Globo, que pretende propor uma emenda à Constituição para extinguir a reeleição de presidentes. A afirmação foi feita ao ser questionado sobre seus planos para um eventual mandato. Flávio resumiu a proposta com uma frase direta: “Eu só preciso de um mandato”.

A fala ocorre em meio ao debate eleitoral sobre a duração dos mandatos executivos no Brasil. O candidato não detalhou prazos ou condições para a tramitação da emenda, mas sinalizou que a medida seria uma de suas prioridades caso eleito. A fonte não detalhou os próximos passos da proposta.

Proposta contra reeleição no centro do debate

A defesa do fim da reeleição não é novidade no cenário político, mas ganha destaque quando parte de um candidato ao Palácio do Planalto. Flávio Bolsonaro argumenta que um único mandato seria suficiente para implementar seu programa de governo. A declaração foi feita em rede nacional, ampliando o alcance da proposta.

Especialistas ouvidos pela imprensa costumam apontar que mudanças dessa natureza exigem ampla negociação no Congresso Nacional. No entanto, a fonte não detalhou como o senador pretende articular apoio parlamentar para aprovar a emenda. O candidato também não mencionou se a regra valeria para governadores e prefeitos.

A discussão sobre reeleição remonta à Emenda Constitucional nº 16, de 1997, que permitiu um segundo mandato consecutivo para chefes do Executivo. Desde então, o tema volta à pauta em períodos eleitorais. Flávio Bolsonaro agora se posiciona como defensor do mandato único, alinhando-se a discursos de renovação política.

Negação de cortes e acusação a Lula

Flávio negou categoricamente que pretenda cortar aposentadorias, reduzir o salário mínimo ou diminuir os recursos obrigatórios destinados à saúde e à educação. Ele acusou a campanha do presidente Lula da Silva (PT) de distorcer suas propostas econômicas. Para o candidato, a narrativa adversária tenta criar medo no eleitorado.

“O melhor ajuste fiscal é tirar Lula do poder”, afirmou o senador, em tom de crítica à gestão petista. A frase resume sua visão de que a atual administração seria responsável por desequilíbrios nas contas públicas. Flávio não apresentou números ou planilhas durante a sabatina para embasar a acusação.

A defesa de benefícios sociais e pisos constitucionais é recorrente em campanhas eleitorais, especialmente entre candidatos que disputam o eleitorado de baixa renda. Flávio Bolsonaro procura se descolar da imagem de defensor de ajustes fiscais drásticos, frequentemente associada a alas liberais. A fonte não detalhou como ele pretende equilibrar as contas sem mexer nessas rubricas.

Mudança de posição sobre a escala 6×1

O candidato admitiu ter mudado de posição em relação à escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias trabalhados para um de descanso. “Eu rodei o Brasil e ouvi o que o trabalhador queria”, justificou. A declaração sugere que a campanha o levou a rever convicções anteriores sobre o tema.

Flávio assegurou que, se eleito, seu governo respeitará todas as leis trabalhistas. A promessa busca acalmar setores que temem flexibilizações ou retrocessos em direitos. O candidato não especificou se apoiaria mudanças legislativas para alterar a escala, limitando-se a garantir o cumprimento da legislação vigente.

A escala 6×1 é alvo de debates no Congresso e entre centrais sindicais. Propostas de redução da jornada ou de adoção de escalas mais flexíveis dividem opiniões. Flávio Bolsonaro, ao citar o contato direto com trabalhadores, tenta demonstrar sensibilidade às demandas populares, mas sem detalhar propostas concretas.

Críticas ao Judiciário e a Alexandre de Moraes

Flávio também defendeu mudanças no Judiciário e criticou a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para Alexandre de Moraes. O senador questionou a imparcialidade do ministro e apontou o que considera excessos na atuação da Corte. As críticas se somam a um discurso recorrente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O candidato não apresentou propostas específicas para reformar o STF, como mudanças no número de ministros ou em mandatos. A fonte não detalhou se ele defende a aprovação de alguma PEC em tramitação. A menção a Alexandre de Moraes, relator de inquéritos sensíveis, reforça o tom de confronto com o Judiciário.

Críticas ao STF costumam gerar reações de entidades jurídicas e de outros candidatos. Flávio Bolsonaro, porém, manteve o posicionamento sem recuar. A estratégia pode mobilizar a base bolsonarista, mas também afasta eleitores que veem as instituições como pilares da democracia.

Nomeações descartadas para familiares

Sobre nomeações em um eventual mandato, Flávio descartou a possibilidade de empossar o irmão, Eduardo Bolsonaro, no Ministério das Relações Exteriores. A declaração visa afastar acusações de nepotismo, comuns em governos de perfil familiar. O candidato também afirmou que não está nos planos colocar o pai, Jair Bolsonaro, em um cargo de eventual governo.

A decisão de afastar parentes de cargos estratégicos pode ser lida como resposta a críticas sobre a influência da família Bolsonaro na política. Flávio não indicou nomes para as pastas, limitando-se a excluir os familiares diretos. A fonte não detalhou se haveria espaço para aliados próximos ou se a escolha seria puramente técnica.

O tema nepotismo é sensível no Brasil, com decisões do STF restringindo a prática na administração pública. Ao se antecipar, Flávio Bolsonaro tenta blindar sua candidatura de questionamentos éticos. A fala, porém, não encerra o debate sobre a composição de um futuro ministério.

As declarações de Flávio Bolsonaro na sabatina da TV Globo traçam um panorama de suas prioridades e posições polêmicas. O candidato busca se apresentar como defensor do mandato único, dos direitos sociais e da soberania do Executivo frente ao Judiciário. Resta saber como essas bandeiras serão recebidas pelo eleitorado nas próximas semanas de campanha.

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