Acusado de matar Johnny com tiro no peito enfrenta júri em Birigui
Um homicídio ocorrido durante uma festa em um clubinho no bairro Paraíso, em Birigui, será levado ao banco dos réus nesta terça-feira (3). Jorge Alexandre Pereira Coelho será julgado pelo assassinato de Johnny Martins Jalles de Souza, de 34 anos, morto após ser atingido por um disparo de arma de fogo na noite de 22 de junho de 2024.
O julgamento abre o mês de sessões do Tribunal do Júri da comarca de Birigui. O julgamento tem inicio as 9h da manha. A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Rodrigo Mazzilli Marcondes, representante do Ministério Público. O juiz Juliano Santos de Lima será o presidente da sessão, e sete jurados formarão o Conselho de Sentença.
Discussão terminou em morte
O crime aconteceu em um imóvel utilizado para festas, na rua Maria Josefa Almendro Alves. Segundo a denúncia do Ministério Público, o desentendimento começou após uma discussão entre participantes do evento, envolvendo um homem que teria se relacionado com a ex-namorada de outro frequentador.
Johnny teria intervindo na situação, tomando partido de um dos envolvidos. Jorge Alexandre, por sua vez, teria defendido o outro participante.
A denúncia descreve que, durante o conflito, o acusado chegou a sacar uma pistola e acionar o gatilho, mas a arma estava descarregada. Na sequência, ele deixou o local em uma motocicleta.
Entretanto, conforme a acusação, Jorge Alexandre teria municiado a arma e retornado ao endereço. Ao encontrar Johnny na calçada, desceu da motocicleta e efetuou três disparos.
Um dos tiros atingiu a região esquerda do tórax da vítima. Mesmo ferido, Johnny tentou fugir e correu até uma esquina, onde caiu. Ele foi socorrido e encaminhado à Santa Casa de Birigui, mas morreu na noite seguinte, domingo, 23 de junho.
Acusação aponta homicídio qualificado
O Ministério Público denunciou Jorge Alexandre por homicídio qualificado, com duas circunstâncias: motivo fútil e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Na avaliação apresentada pela Promotoria, o assassinato teria sido motivado por uma discussão banal durante a festa. A acusação também sustenta que o retorno do investigado, já armado, teria surpreendido Johnny, que acreditava que o desentendimento estava resolvido.
Réu foi preso após meses de procura
Jorge Alexandre foi identificado pela Polícia Civil durante as investigações. A prisão temporária foi decretada em 5 de julho de 2024, mas ele permaneceu foragido até 15 de abril de 2025, quando acabou localizado e preso pela Polícia Militar durante uma abordagem na rua Nicolau da Silva Nunes.
Na ocasião, foram divulgadas informações de que ele possuía condenações anteriores por dois homicídios, além de passagens criminais por tráfico de drogas. Ele havia deixado o sistema prisional em janeiro de 2024.
O acusado permanece preso e deverá comparecer ao julgamento escoltado por policiais penais.
Público poderá acompanhar o julgamento
A sessão será aberta ao público, respeitando as regras e a capacidade da sala de audiência do Fórum de Birigui.
A Justiça não permite filmagens, fotografias ou o manuseio de aparelhos celulares durante o julgamento. Os presentes deverão observar as normas estabelecidas para o acompanhamento dos trabalhos.
A expectativa é de que os sete jurados analisem as provas e os argumentos apresentados durante a sessão para decidir sobre a responsabilidade criminal do acusado.
Deixe seu comentário