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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Economia

Ibovespa cai 1,89% com Petrobras e incerteza fiscal

O Ibovespa operava em queda de 1,89% nesta terça-feira, aos 164.754,80 pontos, pressionado por Petrobras e incertezas sobre a política econômica. Investidores aguardam a decisão do Copom e avaliam ruídos sobre juros e equipe econômica.

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Ibovespa cai 1,89% com Petrobras e incerteza fiscal
Crédito: www.infomoney.com.br

O principal índice da bolsa brasileira operava em forte queda na primeira sessão de abril, refletindo o nervosismo dos investidores com o cenário econômico doméstico. Por volta do meio-dia (horário de Brasília), o Ibovespa cedia 1,89%, a 164.754,80 pontos. O movimento negativo era influenciado por preocupações com o rumo da economia brasileira e por ajustes ao desempenho de ativos brasileiros no exterior na véspera, quando a B3 esteve fechada devido a feriado no país.

Entre os destaques de baixa, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) figuravam entre as principais pressões. A sessão também era marcada pela expectativa em torno da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocupa um dos holofotes da semana. A maioria das expectativas em pesquisa da Reuters aponta manutenção da taxa Selic nos atuais 13,75% ao ano, enquanto o comunicado pode trazer sinalizações sobre os próximos movimentos.

Incerteza fiscal e ruídos sobre juros

Nos últimos dias, gerou questionamentos entre analistas uma informação de que o presidente Lula poderia se reunir com André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, que defendeu um novo regime monetário com limitação dos juros básicos no país. A informação foi negada por membros do governo, mas o episódio reacendeu temores sobre interferência na política monetária.

De acordo com o analista Chicoli, a dinâmica segue marcada pela incerteza sobre o perfil do próximo governo Lula, pela espera por sinalizações do programa e principalmente dos nomes da equipe econômica. “Em momentos de incerteza, de volatilidade, os investidores ficam mais vendedores do que compradores”, afirmou. A declaração resume o ambiente de cautela que predominava no mercado.

Ministro da Fazenda fala sobre BC

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que ainda não teve a oportunidade de conversar com Lula sobre novas indicações para o Banco Central. No entanto, afirmou que as nomeações de novos diretores serão feitas com “rigor técnico” e com “diferentes perfis”. A fala ocorre em um momento sensível, com a autoridade monetária sob escrutínio.

A expectativa por definições na equipe econômica e no BC adiciona volatilidade aos negócios. Enquanto isso, os investidores monitoram de perto os sinais do Copom, que podem calibrar as apostas para a trajetória dos juros no curto prazo.

Embraer sobe após contrato na Grécia

Na ponta positiva, Embraer (EMBJ3) subia 3,87%, após a companhia anunciar na véspera que o Ministério da Defesa Nacional da Grécia assinou contrato para a aquisição de três aeronaves KC-390 Millennium, com opções de compra para mais três unidades, por meio de um acordo governamental entre Grécia e Portugal. O anúncio impulsionou os papéis da fabricante de aeronaves em meio ao pessimismo geral.

Vale (VALE3) registrava acréscimo de 0,15%, em uma sessão marcada pela fraqueza dos contratos futuros de minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o pregão diurno com queda de 0,74%, a 671 iuanes (US$ 100,57) por tonelada. A mineradora conseguiu se manter no campo positivo, ainda que de forma modesta.

Setor imobiliário e locação sob pressão

Tenda (TEND3) perdia 5,05%, registrando a quarta queda consecutiva, em meio à alta das taxas dos contratos de DI e a preocupações com inflação de custos e aumento dos juros dos financiamentos imobiliários. O índice imobiliário da B3 recuava 1,58%, refletindo o impacto do cenário de juros elevados sobre o segmento.

Vamos (VAMO3) cedia 2,52%, após relatório do JPMorgan cortar a recomendação das ações para neutra e retirar o preço-alvo para os papéis. Segundo os analistas, a postura mais conservadora reflete a expectativa de juros elevados por mais tempo. A revisão para baixo contribuiu para o desempenho negativo da ação no pregão.

O mercado seguia atento aos desdobramentos da política econômica e às sinalizações do Banco Central, que devem ditar o rumo dos ativos brasileiros nas próximas sessões.

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