Kalshi capta US$ 1 bi e valuation chega a US$ 40 bi
A Kalshi, plataforma de mercados preditivos cofundada pela brasileira Luana Lara, captou US$ 1 bilhão em rodada Série G, atingindo valuation de US$ 40 bilhões. A captação foi co-liderada por Sequoia Capital e Wellington Management. No Brasil, Itaú anunciou aquisição da NeoSpace por R$ 2,925 bilhões.
Com as eleições definidas no Brasil e a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a semana no mercado de venture capital foi mais para recalibrar as análises do que de grandes anúncios. O principal movimento veio dos Estados Unidos com a Kalshi, da brasileira Luana Lara. A plataforma de mercados preditivos anunciou a captação de US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos Série G, alcançando um valuation de US$ 40 bilhões.
Rodada bilionária impulsiona transição da Kalshi
A captação foi co-liderada pelas gestoras Sequoia Capital e Wellington Management e reforça a disposição da Kalshi de transitar de uma plataforma de mercado de previsão (prediction market) para uma bolsa financeira de próxima geração. Os recursos devem financiar infraestrutura, liquidez e produtos voltados ao público institucional. A plataforma tem reforçado o plano de expansão para consolidar sua transição de plataforma de mercado de previsão para uma bolsa financeira de próxima geração.
A meta é competir diretamente com gigantes do setor de derivativos tradicionais, como o CME Group e o Intercontinental Exchange (ICE). A Kalshi também pretende investir na expansão internacional, com foco inicial na América Latina e na Europa. Um primeiro esforço da plataforma no Brasil, que tem a Luana Lara como co-fundadora, enfrentou barreiras regulatórias.
Números impressionantes e domínio de mercado
A plataforma informou ter mais de US$ 1 bilhão em receita anualizada vinda exclusivamente de segmentos não esportivos, volume anualizado de negociação acima de US$ 1 trilhão e mais de 30 milhões de contas criadas. Segundo a Kalshi, ela responde por mais de 75% do volume global de negociação em mercados de previsão. Em setembro, cerca de 500 entidades operaram na plataforma e, sem contar os market makers, concentraram aproximadamente 25% do volume total.
Bloqueio regulatório no Brasil e plano de reversão
Após sinalizar sua chegada ao país por meio de uma parceria inicial com a XP, o Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Ministério da Fazenda baixaram resoluções e restrições que bloquearam a operação de plataformas de mercados de previsão ligadas a eleições, esportes e eventos gerais no país.
Em entrevista recente à Bloomberg Línea, a brasileira Luana Lara, cofundadora e COO da Kalshi, afirmou que o “plano A” da empresa é manter negociações e trabalhar de forma construtiva junto ao governo brasileiro para demonstrar a utilidade econômica da plataforma e reverter os bloqueios.
Itaú adquire NeoSpace por R$ 2,9 bilhões
No Brasil, o Itaú Unibanco anunciou a aquisição da NeoSpace, startup de modelos fundacionais de dados, por R$ 2,925 bilhões. E o Patria ampliou a sua participação na Klubi, plataforma de produtos de consórcios. O Itaú Unibanco fechou acordo para adquirir a totalidade das ações da NeoSpace, startup brasileira de modelos fundacionais de dados, por R$ 2,925 bilhões. A conclusão da operação depende da aprovação do Cade e do Banco Central, além de outras condições usuais previstas em contrato.
A startup, criada em 2024, já contava com a participação do banco, que tinha anunciado US$ 15 milhões por 15% da participação no negócio em rodada divulgada em janeiro de 2025. Com a operação, o Itaú busca ampliar a capacidade de desenvolver modelos proprietários, combinando a tecnologia da startup com seus dados e sua escala. A NeoSpace seguirá com gestão e operação autônomas, sob a liderança de Bruno Pierobon, que permanece como CEO, e com a manutenção da equipe e das atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Pierobon também foi cofundador da Zup, adquirida pelo Itaú em 2019.
Patria amplia participação na Klubi
O Patria ampliou a sua participação na Klubi, plataforma de produtos de consórcios. Parte da distribuição vem de parcerias white label, nas quais o Klubi opera toda a jornada sob a marca de empresas como Vivo, Localiza, C6, PicPay, Cyrela, Serasa, 99 e OLX.
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