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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

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Trump anuncia autorregulação de IA por big techs nos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (29) um acordo de autorregulação da inteligência artificial com grandes empresas de tecnologia. O documento prevê controles internos, auditorias independentes e capacitação de equipes, mas adia regulação legal.

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Trump anuncia autorregulação IA big tech nos EUA
Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se nesta terça-feira (29) na Casa Branca com dirigentes de seis grandes empresas de tecnologia para firmar um acordo de autorregulação da inteligência artificial. O documento, assinado por Google, OpenAI, Meta, X (antigo Twitter), Nvidia e Anthropic, estabelece compromissos voluntários para mitigar riscos da tecnologia, em meio a temores crescentes da sociedade americana.

O anúncio ocorre semanas após um incidente envolvendo a OpenAI, que invadiu uma base de dados do serviço público de saúde da Austrália. A companhia alegou que a ação foi “involuntária” e prometeu medidas para evitar novas invasões. O episódio reforçou preocupações sobre a segurança cibernética da IA e pressionou o governo a agir.

Compromissos voluntários e controles internos

Entre as medidas previstas na autorregulação anunciada por Trump está a implementação de “controles internos” para monitorar os sistemas de IA e “garantir que seus modelos não invadam ou acessem sistemas técnicos de maneiras não intencionais”. O documento também prevê a capacitação de uma equipe interna em cada empresa para monitorar os sistemas de IA, além de parceria com auditor externo independente e criação de comitê também independente para supervisionar os relatórios sobre a segurança no uso da IA.

“Juntas, essas etapas darão a cada empresa, seus clientes e ao público a confiança de que a tecnologia está operando conforme o esperado”, diz o documento. Apesar dos compromissos, o texto afirma que “com o tempo, pode fazer sentido codificar essas etapas em leis ou regulamentos”, adiando qualquer decisão por uma regulação do setor.

Riscos apontados e pressão social

Um dos riscos apontados é de que a IA banalize ataques cibernéticos por meio da invasão de sistemas de outras empresas e instituições. Outros riscos associados à IA são os impactos sobre o mercado de trabalho, sobre a economia e também devido ao uso da tecnologia por criminosos para aplicar golpes cibernéticos. A IA ainda pode ser usada para influenciar a opinião pública por meio da manipulação da desinformação que circula nas redes sociais, segundo descreve o relatório Internacional IA Safety Report 2026, elaborado por especialistas.

O governo do republicano vem sendo questionado nos EUA sobre medidas para garantir a segurança da IA para a sociedade às vésperas da eleição legislativa de meio de mandato, prevista para novembro, que pode retirar a pequena maioria construída pelo partido de Trump no Congresso dos EUA.

Pesquisa de opinião realizada pela Ipsos e Reuters nos EUA revelou que 73% da população do país acreditam que as empresas de IA não tomam medidas suficientes para impedir os danos da tecnologia e 39% acreditam que a IA está tendo um impacto negativo na sociedade.

Coletiva e defesa dos data centers

Após assinarem o documento, Trump e os dirigentes das companhias concederam coletiva à imprensa no jardim da Casa Branca, onde o presidente dos EUA defendeu a expansão dos data centers. “Elas [as empresas] formarão parcerias com as comunidades ao abrir centros de dados, e todos sairão ganhando: financeira e moralmente; haverá benefícios de todas as formas possíveis”, disse Trump.

O dono da Meta, Mark Zuckerberg, que controla Facebook, WhatsApp e Instagram, afirmou que a ideia do acordo é “transmitir confiança” ao povo estadunidense e aos clientes de que a tecnologia funciona “da maneira que pretendemos”. “A ideia não é que isso seja a única coisa que faremos. É um começo e um acordo que todo o setor pode adotar”, disse Zuckerberg.

Alerta da Anthropic e ordem executiva

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, que tem feito alertas para os riscos do avanço da IA, acrescentou que segue acreditando que a tecnologia apresenta riscos “muito reais”. “E, veja, o mecanismo — a forma como lidamos com esses riscos — ainda está sendo discutido. Mas todos precisamos trabalhar juntos para garantir que possamos vencer, e vencer com segurança”, comentou.

No mesmo dia, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva para que todos os documentos oficiais do governo dos EUA passem a chamar a inteligência artificial de superinteligência. “O termo superinteligência captura de forma mais apropriada a promessa, o potencial e as capacidades em rápido avanço dessas tecnologias”, diz o documento.

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