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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Economia

Netflix deve liderar streaming na América Latina até 2031

A Netflix deve concentrar quase metade das assinaturas de streaming na América Latina nos próximos anos. Dados da Omdia mostram expansão do vídeo sob demanda, mas acesso à internet ainda limita alcance. Televisão tradicional segue presente em 91% dos lares.

5 min de leitura
Netflix deve liderar streaming na América Latina até 2031
Crédito: revistaoeste.com

A Netflix deve faturar quase metade das assinaturas de streaming na América Latina, de acordo com projeções da consultoria Omdia. A expansão dos serviços de vídeo sob demanda ocorre em uma região marcada por desigualdades no acesso à internet de alta velocidade. Embora as plataformas digitais avancem, a televisão convencional ainda alcança a maioria dos domicílios latino-americanos.

Os números ajudam a dimensionar o cenário. A Omdia estima que a televisão tradicional estava presente em 91% dos lares da América Latina em 2025. No mesmo período, os serviços de vídeo sob demanda por assinatura chegavam a 35% dos domicílios. A diferença entre os dois indicadores revela o espaço de crescimento para o streaming, mas também os obstáculos estruturais.

Projeções apontam crescimento contínuo do streaming

A expansão do vídeo on-line deve continuar nos próximos anos. A previsão é que o número de assinaturas de vídeo on-line na América Latina alcance 208,7 milhões em 2027. Em 2031, o total poderá chegar a 243,5 milhões. Esses números refletem a adesão crescente a plataformas como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+ e outras.

O ritmo de crescimento, porém, não é uniforme. A disponibilidade de infraestrutura de banda larga varia entre países e até dentro de um mesmo território. A Omdia aponta que a banda larga alcança 53% dos lares latino-americanos. Isso significa que quase metade das residências ainda não tem acesso à internet rápida, essencial para o consumo de vídeo por streaming.

Vídeo: YouTube | Fonte: revistaoeste.com

Banda larga alcança 53% dos lares

O dado sobre banda larga é central para entender o teto de crescimento do streaming. Com 53% de cobertura, as plataformas enfrentam um limite natural de expansão. Em áreas rurais ou periferias urbanas, a conexão pode ser instável ou cara, o que desestimula a assinatura de serviços de vídeo sob demanda.

Além da infraestrutura, há a questão do poder aquisitivo. Mesmo onde a banda larga está disponível, o custo da assinatura pode ser um impeditivo. A Netflix, por exemplo, oferece planos com preços variados, mas a concorrência com outras despesas domésticas é intensa. Ainda assim, as projeções indicam que o número de assinaturas continuará subindo, impulsionado pela digitalização e pela oferta de conteúdo local.

TV tradicional ainda domina audiência

A televisão convencional mantém forte presença na América Latina. Com 91% de alcance em 2025, ela segue como principal meio de entretenimento e informação para a maioria da população. Esse percentual contrasta com os 35% dos serviços de assinatura de vídeo sob demanda, evidenciando uma transição gradual, não abrupta.

A diferença de acesso ajuda a dimensionar o desafio para as empresas de streaming. Embora as plataformas ampliem sua participação no mercado audiovisual, parte da população ainda depende da televisão convencional para consumir esse tipo de conteúdo. A migração para o digital depende de fatores como preço, qualidade da conexão e hábitos culturais.

Desafios para expansão do vídeo sob demanda

As empresas de streaming precisam lidar com a realidade de que a banda larga não está disponível em todos os domicílios. A Omdia destaca que 53% dos lares têm acesso, o que deixa 47% fora do alcance imediato das plataformas. Esse contingente representa um mercado potencial, mas de difícil monetização no curto prazo.

Outro desafio é a concorrência com a TV aberta, que é gratuita e consolidada. Em muitos países latino-americanos, as novelas e os telejornais têm audiência massiva. Para conquistar esses espectadores, os serviços de streaming investem em produções locais e parcerias com operadoras de telecomunicações, que podem incluir assinaturas em pacotes de internet ou telefonia.

Netflix lidera mercado de assinaturas

A Netflix deve faturar quase metade das assinaturas de streaming na América Latina, conforme as projeções. A empresa tem investido em conteúdo regional, como séries e filmes produzidos no México, Brasil, Colômbia e Argentina. Essa estratégia visa atrair assinantes que buscam histórias com as quais se identifiquem.

Além disso, a Netflix tem ajustado seus planos para diferentes realidades econômicas. Em alguns países, oferece opções mais baratas com anúncios, o que pode ampliar a base de assinantes. A liderança projetada, porém, não elimina a pressão de concorrentes como Amazon Prime Video e Disney+, que também disputam o público latino-americano.

Impacto da infraestrutura no crescimento

A expansão do streaming está diretamente ligada à melhoria da infraestrutura de internet. Sem banda larga de qualidade, a experiência de assistir a vídeos em alta definição fica comprometida. A Omdia não detalhou projeções de expansão da cobertura, mas o dado de 53% sugere que ainda há um longo caminho para a universalização.

Governos e empresas privadas têm papéis nesse processo. Investimentos em fibra óptica, redes móveis de quinta geração e redução de impostos sobre equipamentos podem acelerar a inclusão digital. Enquanto isso, as plataformas de streaming buscam alternativas, como o download de conteúdo para visualização offline, que reduz a dependência de conexão contínua.

Perspectivas para os próximos anos

As projeções da Omdia indicam que o mercado de vídeo on-line continuará crescendo na América Latina. De 208,7 milhões de assinaturas em 2027 para 243,5 milhões em 2031, o avanço é expressivo. Esse crescimento deve ser puxado por países com maior penetração de smartphones e planos de dados acessíveis.

A Netflix, como líder projetada, tende a se beneficiar desse movimento. No entanto, a empresa precisará manter investimentos em conteúdo e tecnologia para sustentar sua posição. A concorrência deve se intensificar, e a fidelização do assinante dependerá da oferta de um catálogo diversificado e de uma experiência de uso sem atritos.

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