Ibovespa tem 2º maior fechamento da história e vai a 208 mil pontos
O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (20) em alta de 1,57%, aos 208.295,98 pontos, o segundo maior fechamento da história. O movimento ocorreu a cinco dias do segundo turno das eleições, com pesquisas mostrando Flávio à frente de Lula. O dólar recuou 0,58%, para R$ 5,019.
O Ibovespa registrou nesta terça-feira, 20, o segundo maior fechamento de sua história, ao subir 1,57% e encerrar aos 208.295,98 pontos. O desempenho ocorre a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, em um cenário no qual pesquisas divulgadas ao longo do dia mostraram o candidato Flávio numericamente à frente de Lula. O dólar, por sua vez, recuou 0,58%, cotado a R$ 5,019.
O índice ficou abaixo apenas do recorde histórico de 209.066,90 pontos, alcançado em pregão anterior. A valorização da B3 ocorreu em meio à divulgação de pesquisas eleitorais que mostram Flávio à frente de Lula. Os dois candidatos disputam o segundo turno no próximo domingo, 25.
Pesquisas eleitorais impulsionam confiança do mercado
Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira, Flávio registra 52% das intenções, contra 48% de Lula, considerando apenas os votos válidos. Já a pesquisa Alfa Inteligência aponta 51,5% para o senador e 48,5% para o presidente. A divulgação desses números coincidiu com o movimento de alta da bolsa brasileira, refletindo a percepção de investidores sobre o cenário político.
O mercado financeiro costuma reagir a sinalizações eleitorais, especialmente quando há expectativa de políticas econômicas consideradas mais favoráveis ao ambiente de negócios. A proximidade do segundo turno intensifica a sensibilidade dos ativos a cada nova rodada de pesquisas. Nesse contexto, a liderança de Flávio nos levantamentos foi acompanhada por uma onda de compras no pregão.
Capital estrangeiro reforça fluxo positivo na B3
Outro fator acompanhado pelo mercado é a entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira. Em outubro, até o dia 16, a B3 acumulava saldo positivo de R$ 21 bilhões em investimentos externos. O saldo representa a diferença entre o volume de ações compradas e vendidas por investidores estrangeiros.
Esse fluxo de recursos contribui para sustentar a valorização do índice, uma vez que amplia a demanda por ações negociadas no mercado doméstico. A combinação entre o cenário político e o apetite de investidores internacionais ajudou a impulsionar o Ibovespa para o patamar atual. O movimento também reflete a busca por ativos considerados atrativos em meio ao cenário global de juros.
Dólar recua e acompanha movimento de risco
No mercado de câmbio, o dólar fechou em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,019. A desvalorização da moeda americana frente ao real é consistente com o aumento do apetite por risco observado na bolsa. Quando investidores estrangeiros ampliam posições em ações brasileiras, há tendência de entrada de dólares no país, o que pressiona a cotação da moeda para baixo.
O recuo do dólar também pode ser interpretado como sinal de maior confiança no cenário doméstico. A proximidade do segundo turno mantém a volatilidade elevada, mas o movimento desta terça-feira indica uma leitura positiva por parte dos agentes financeiros. A fonte não detalhou projeções para o câmbio nos próximos dias.
Segundo maior fechamento histórico em números
O Ibovespa encerrou o pregão aos 208.295,98 pontos, com alta de 1,57%. O recorde histórico permanece em 209.066,90 pontos, registrado anteriormente. A diferença entre o fechamento de hoje e o pico é de 770,92 pontos, o que representa uma margem de 0,37%.
O desempenho recente do índice reflete uma combinação de fatores internos e externos. Além das pesquisas eleitorais e do fluxo estrangeiro, o ambiente global de commodities e a trajetória dos juros nos Estados Unidos também influenciam o comportamento das ações brasileiras. A fonte não detalhou a contribuição setorial para a alta do dia.
Expectativas para o segundo turno
Com o segundo turno marcado para o próximo domingo, 25, os investidores devem permanecer atentos a novas pesquisas e declarações dos candidatos. O mercado tende a ajustar posições conforme as sinalizações sobre política econômica, responsabilidade fiscal e reformas estruturais. A volatilidade pode aumentar à medida que a data da votação se aproxima.
O Ibovespa, que já acumula ganhos expressivos no ano, pode continuar sensível a eventos políticos de curto prazo. A entrada de capital estrangeiro, se mantida, tende a dar suporte adicional ao índice. No entanto, a fonte não apresentou projeções para o desempenho da bolsa após o pleito.
Fonte
- revistaoeste.com
- Real Time Big Data (realtimebigdata.com.br)