Eleições em Israel: sem maioria, partidos negociam coligação
Com a contagem de votos ainda em andamento, nenhum bloco conquistou as 61 cadeiras necessárias para formar maioria no Parlamento israelense. A oposição judaica descarta aliança com partidos palestinos, enquanto o partido de Netanyahu alega fraude eleitoral sem provas. A previsão é que a apuração termine amanhã e os resultados oficiais sejam publicados em 4 de novembro.
Com a contagem de votos ainda em andamento, não há vencedor definido nas eleições em Israel. Nem o bloco do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nem o principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar maioria. O impasse eleitoral abre um período de intensas negociações entre os partidos, que agora discutem possíveis coligações para viabilizar um governo.
O cenário reflete a fragmentação política do país, onde nenhum campo conseguiu se impor de forma decisiva nas urnas. A expectativa é que as conversas se estendam por dias, enquanto lideranças buscam acordos que possam garantir estabilidade. A contagem oficial ainda pode alterar a distribuição de cadeiras, mas o quadro geral aponta para um Parlamento dividido.
Oposição judaica rejeita aliança com partidos palestinos
No entanto, a maior parte da oposição judaica em Israel descartou governar ao lado de partidos liderados por palestinos que, durante a campanha eleitoral, foram alvos de acusações racistas. Netanyahu não se cansou de retratar os cidadãos palestinos como um inimigo dentro do Estado. Essa postura acirrou os ânimos e dificultou qualquer possibilidade de cooperação entre os blocos.
A recusa em negociar com legendas de maioria árabe reduz as opções de coalizão para os partidos de oposição. Sem esse apoio, formar um governo alternativo ao de Netanyahu se torna matematicamente mais complexo. A exclusão dos partidos palestinos reflete tensões históricas e a retórica polarizada que marcou o período eleitoral.
Acusações de fraude sem provas
Agora, o partido de Benjamin Netanyahu acusa os partidos de maioria árabe de terem “roubado” as eleições. A que se junta o apelo desesperado do ministro da extrema-direita, Ben Gvir, para prender os seus líderes. As declarações elevam a temperatura política em um momento já delicado de negociações.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, cita alegações infundadas de interferência estrangeira. A polícia israelense e o comitê central de eleições afirmaram que não há provas de fraude eleitoral. A ausência de evidências não impediu que a narrativa de suposta manipulação ganhasse espaço entre apoiadores do atual governo.
As acusações são vistas por analistas como uma tentativa de deslegitimar o processo eleitoral e pressionar as negociações. Até o momento, nenhuma autoridade eleitoral confirmou irregularidades. O desenrolar dessas alegações pode influenciar o clima político nos próximos dias.
Contagem de votos e prazos oficiais
A previsão é de que a contagem dos votos termine amanhã (30), e os resultados oficiais da eleição sejam formalmente publicados no dia 4 de novembro. A apuração segue em ritmo normal, segundo as autoridades. Qualquer mudança na distribuição de cadeiras dependerá da conclusão desse processo.
Após a publicação oficial, os partidos terão um prazo legal para indicar ao presidente quem conseguiu formar maioria. Caso ninguém obtenha as 61 cadeiras, novas rodadas de negociação podem ocorrer. O cenário de impasse prolongado não está descartado.
Negociações para formar maioria no Congresso
Os partidos vão ter que negociar e tentar chegar a uma coligação que tenha maioria no Congresso. As conversas envolvem legendas de diferentes espectros ideológicos, o que exige concessões mútuas. A formação de um governo de unidade nacional é uma das possibilidades aventadas, embora não haja confirmação oficial.
O principal desafio é conciliar demandas divergentes em temas como segurança, economia e relação com a população palestina. A fragmentação partidária torna o processo mais lento e imprevisível. Enquanto isso, o país segue sem um governo definido, à espera de um acordo que possa encerrar o impasse.
Fonte
- agenciabrasil.ebc.com.br
- Rádios (radios.ebc.com.br)
- TV Brasil Repórter Brasil de 28 de outubro de 2026; assista na íntegra (tvbrasil.ebc.com.br)
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