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Wednesday, 28 de October de 2026

Economia

Netanyahu acusa partidos árabes de fraude eleitoral

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou partidos árabes de cometerem fraude na eleição legislativa, afirmando ter enviado provas à polícia e à agência de segurança Shin Bet. Com quase 90% dos votos apurados, seu bloco lidera com 53 assentos, mas ainda sem maioria. A oposição, liderada por Gadi Eisenkot, não descarta coalizão com legendas árabes.

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Netanyahu acusa partidos árabes de fraude eleitoral
Crédito: www.infomoney.com.br

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou neste domingo partidos árabes de cometerem fraude na eleição legislativa do país, cujo resultado segue sem definição. Em publicação na rede social X, o líder israelense afirmou que seu partido está enviando à polícia, à Shin Bet — agência de segurança israelense — e às autoridades eleitorais provas dos crimes supostamente cometidos pelos árabes. As evidências mencionadas por Netanyahu não foram publicadas na rede social.

“Isso é um ataque grave à democracia israelense e ao direito de voto dos cidadãos de Israel. As autoridades devem agir com mão de ferro e de forma imediata”, concluiu o líder israelense na publicação. A acusação surge em um momento de incerteza eleitoral, com a apuração ainda em andamento e nenhum bloco garantindo a maioria necessária para governar.

Acusação de fraude sem provas públicas

Netanyahu não detalhou quais seriam os crimes supostamente cometidos pelos partidos árabes, nem apresentou as evidências publicamente. A publicação apenas informa que o material foi encaminhado às autoridades competentes. A Shin Bet, responsável pela segurança interna de Israel, ainda não se pronunciou sobre o recebimento de qualquer denúncia formal.

A declaração do primeiro-ministro ocorre em um contexto de forte polarização política. Partidos árabes historicamente têm sido alvo de críticas por setores da direita israelense, que os acusam de questionar o caráter judaico do Estado. No entanto, a fonte não detalhou se houve qualquer irregularidade comprovada até o momento.

Cenário eleitoral ainda indefinido

De acordo com o canal local N12, com quase 90% dos resultados apurados, o bloco de Netanyahu possuía 53 assentos, enquanto a oposição — liderada pelo antigo chefe militar Gadi Eisenkot — tinha 48 e os partidos árabes, 19. É preciso conquistar 61 assentos para garantir a maioria no parlamento israelense, a Knesset, que possui 120 cadeiras.

Esses números indicam que nenhum dos blocos alcançou sozinho a marca necessária para formar governo. A fragmentação do voto e a presença de partidos menores tornam as negociações de coalizão decisivas. A fonte não detalhou quantos votos ainda faltam ser contabilizados, nem quando a apuração será concluída.

Oposição avalia aliança com árabes

Gadi Eisenkot, líder da oposição, teria deixado a porta aberta para uma coalizão com partidos árabes sob certas condições, o que poderia forçar a saída de Netanyahu do cargo. Essa possibilidade, se concretizada, representaria uma mudança significativa no cenário político israelense, onde alianças entre partidos sionistas e árabes são raras, mas não inéditas.

Outra opção muito debatida é um governo de unidade nacional com ambos Netanyahu e Eisenkot. Essa alternativa poderia evitar uma nova eleição, mas exigiria concessões de ambos os lados. A fonte não detalhou quais seriam as condições impostas por Eisenkot para aceitar uma coalizão com os árabes, nem se Netanyahu estaria disposto a dividir o poder.

Reações e próximos passos

Até o momento, não há informações sobre a reação oficial dos partidos árabes às acusações de Netanyahu. Também não se sabe se a polícia ou a Shin Bet abriram investigação formal sobre o caso. A lei eleitoral israelense prevê punições severas para fraudes comprovadas, incluindo a anulação de votos e até a cassação de mandatos.

Enquanto isso, o país aguarda a conclusão da apuração e o início das negociações para a formação do novo governo. O presidente de Israel, que tem o papel de designar um parlamentar para tentar montar uma coalizão, ainda não se manifestou sobre o cronograma. A fonte não detalhou se as acusações de fraude podem atrasar esse processo.

O impasse político em Israel já dura meses, com sucessivas eleições sem que nenhum bloco consiga formar uma maioria estável. A atual disputa é a quinta em menos de quatro anos, refletindo a profunda divisão da sociedade israelense. A acusação de fraude, se não for acompanhada de provas, pode aprofundar ainda mais a desconfiança nas instituições democráticas do país.

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