Brasileiras avançam às finais do Mundial de Ginástica
Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira avançaram às finais do Mundial de Ginástica em Roterdã. A equipe feminina assegurou presença no Mundial de 2027, que oferecerá vagas olímpicas para Los Angeles 2028.
Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira garantiram presença nas finais do Mundial de Ginástica, em Roterdã, neste sábado (18). As brasileiras avançaram tanto na disputa por equipes quanto nas provas individuais, consolidando o desempenho do país na competição. A participação na final por equipes também assegurou ao Brasil uma vaga no Mundial de 2027, evento que distribuirá vagas olímpicas para os Jogos de Los Angeles 2028.
A classificação veio após uma série de apresentações consistentes nos quatro aparelhos. O somatório das notas colocou a seleção feminina entre as finalistas, com destaque para as performances de Rebeca Andrade no salto e de Flávia Saraiva na trave. A vaga olímpica, vale lembrar, é destinada ao Comitê Olímpico do país de origem dos atletas, e não diretamente às ginastas.
Equipe feminina brilha na classificatória
A equipe brasileira feminina em Roterdã é composta por Sophia Weisberg, Lorrane Oliveira, Gabriela Bouças, Thais Fidelis, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva. Juntas, elas somaram pontos importantes em cada aparelho, garantindo a classificação para a final por equipes. A disputa final ocorrerá no domingo, das 14h30 às 17h.
No salto, o Brasil obteve 40.266 pontos, com Rebeca Andrade liderando a equipe ao cravar 14.400. Flávia Saraiva contribuiu com 13.000, enquanto Lorrane Oliveira e Sophia Weisberg marcaram 12.866 cada — a nota de Sophia foi descartada por ser a mais baixa entre as quatro contabilizadas. Esse resultado reflete a força do time no aparelho, que historicamente rende boas pontuações para as brasileiras.
Nas barras assimétricas, o somatório foi de 39.200. Lorrane Oliveira foi a melhor do Brasil no aparelho, com 13.700, seguida por Flávia Saraiva (13.300) e Thaís Fidelis (12.200). A nota de Sophia Weisberg (10.333) foi descartada. A regularidade das ginastas nesse aparelho foi crucial para manter o Brasil na briga por uma vaga na final.
Na trave, o destaque foi Flávia Saraiva, que obteve 14.400, uma das maiores notas da equipe em toda a competição. Thaís Fidelis somou 13.500, Rebeca Andrade fez 13.033 e Lorrane Oliveira teve 12.466 (nota descartada). O total de 40.933 garantiu ao Brasil uma posição confortável na classificação geral.
No solo, o Brasil fechou com 38.732 pontos. Lorrane Oliveira liderou com 13.133, seguida por Flávia Saraiva (12.866) e Thaís Fidelis (12.733). A nota de Sophia Weisberg (12.566) foi descartada. Apesar de ser o aparelho com menor somatório, a equipe manteve a consistência necessária para avançar.
Rebeca e Flavinha avançam no individual geral
Além da final por equipes, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva garantiram vaga na final do individual geral feminino, que será disputada no domingo, das 14h30 às 17h. As duas ginastas estão entre as melhores do mundo e chegam como fortes candidatas ao pódio. Rebeca, campeã olímpica no salto em Tóquio 2020, mostrou mais uma vez sua versatilidade ao competir em todos os aparelhos.
Flávia Saraiva, conhecida por sua elegância e precisão na trave, também se classificou com folga. A final do individual geral reúne as 24 melhores ginastas da classificatória, e a presença de duas brasileiras entre elas é um feito histórico para o país. A última vez que o Brasil teve duas representantes nessa final foi em 2019, no Mundial de Stuttgart.
Lorrane Oliveira, por sua vez, avançou para a final das barras assimétricas, aparelho em que obteve 13.700 na classificatória. A ginasta, que já disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio, terá a chance de brigar por uma medalha inédita para o Brasil nesse aparelho. A final por aparelhos será realizada na segunda-feira, das 9h às 13h.
Nory sofre lesão e está fora
No sábado (18), primeiro dia da competição, o ginasta Arthur Nory machucou o rosto ao cair durante a apresentação na barra fixa. O atleta precisou passar por sutura, levando quatro pontos, e não pôde mais competir no Mundial. A lesão ocorreu durante a classificatória masculina, que definiu os finalistas por equipes e por aparelhos.
Nory, medalhista olímpico no solo em 2016, era uma das esperanças do Brasil na barra fixa. Sua ausência nas finais é um golpe para a equipe masculina, que ainda busca vaga olímpica para Los Angeles 2028. A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) não divulgou detalhes sobre a recuperação do atleta.
A equipe masculina, porém, segue na disputa por equipes. A final masculina será no domingo, das 14h30 às 17h30. O Brasil busca uma vaga entre os três primeiros para garantir presença no Mundial de 2027 e, consequentemente, lutar por vagas olímpicas.
Mundial define vagas para Los Angeles 2028
O Mundial de Roterdã distribuirá vagas olímpicas para as três melhores equipes em cada gênero. A vaga é destinada ao Comitê Olímpico do país de origem dos atletas, e não aos ginastas individualmente. Isso significa que, mesmo que uma equipe se classifique, a decisão final sobre quem representará o país nos Jogos cabe ao comitê nacional.
Por chegar à final em Roterdã, a seleção feminina assegurou presença no Mundial de 2027, que oferecerá mais vagas para Los Angeles 2028. Esse é um passo importante para o planejamento de longo prazo da ginástica brasileira, que busca manter a regularidade em competições internacionais.
As finais por aparelhos serão divididas em dois dias: na segunda-feira, das 9h às 13h, ocorrem as finais masculinas de solo, cavalo com alças e argolas; na terça-feira, das 10h às 14h, serão disputadas as finais masculinas de salto, barras paralelas e barra fixa. As finais femininas por aparelhos ainda não tiveram horários divulgados pela organização.
Próximos passos da equipe brasileira
Com a classificação garantida, as ginastas brasileiras agora se preparam para as finais. A final por equipes feminina será no domingo, das 14h30 às 17h, e o Brasil entra como um dos favoritos ao pódio. A equipe vem de um ciclo olímpico sólido, com medalhas em Mundiais e Jogos Pan-Americanos.
No individual geral, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva terão a oportunidade de conquistar medalhas inéditas para o Brasil. Rebeca, que já tem ouro olímpico no salto, busca agora o título mundial no individual geral, algo que nenhuma brasileira alcançou. Flavinha, por sua vez, quer superar o quarto lugar obtido no Mundial de 2019.
Lorrane Oliveira, na final das barras assimétricas, tentará repetir o feito de Daiane dos Santos, única brasileira campeã mundial de ginástica artística, no solo em 2003. A ginasta tem a nota mais alta do Brasil no aparelho e pode surpreender.
A torcida brasileira acompanha com expectativa as próximas apresentações. A transmissão oficial do evento é feita pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), mas a fonte não detalhou os canais de transmissão no Brasil.
Fonte
- agenciabrasil.ebc.com.br
- Rádios (radios.ebc.com.br)
- TV Brasil Justiça eleitoral recebeu mais e 1,4 mil denúncias de coação por voto (tvbrasil.ebc.com.br)
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