Brincadeira política termina em facadas dentro de padaria
Uma discussão envolvendo política terminou em violência dentro de uma padaria no Centro de Araçatuba. Um auxiliar de cozinha, de 48 anos, é apontado como autor de um ataque a facadas contra um colega de trabalho, após um desentendimento durante uma conversa sobre o resultado das eleições.
De acordo com informações da Polícia Civil, a confusão começou enquanto funcionários conversavam sobre o resultado do pleito. Durante o bate-papo, o chapeiro da padaria fez uma brincadeira utilizando a expressão política “faz o L”. A fala teria provocado a reação do auxiliar de cozinha, dando início à discussão que terminou em agressão.
Durante o episódio, o chapeiro foi atingido por dois golpes de faca. Após o ataque, o agressor deixou o estabelecimento e fugiu. Até a tarde de sexta-feira (30), ele ainda não havia sido localizado.
Confusão aconteceu diante de clientes e funcionários
Imagens registradas pelo celular de uma testemunha mostram a movimentação e o tumulto entre várias pessoas em uma área restrita do estabelecimento, atrás do balcão. No momento da ocorrência, a padaria estava em funcionamento e havia clientes e funcionários no local.
Em outro trecho das gravações, a vítima aparece usando o uniforme do estabelecimento e caminhando com dificuldade, amparada por duas pessoas até a entrada do comércio. No local, recebeu os primeiros atendimentos das equipes de resgate.
O chapeiro foi encaminhado à Santa Casa de Araçatuba, onde também prestou depoimento à Polícia Civil e confirmou a motivação do desentendimento.
Apesar dos ferimentos e das marcas de sangue deixadas na entrada da padaria, a vítima não corre risco de morte e não precisará passar por cirurgia.
Suspeito publicou vídeo queimando título de eleitor
O caso ganhou outro desdobramento após o auxiliar de cozinha publicar um vídeo nas redes sociais em que aparece queimando o próprio título de eleitor com uma espécie de maçarico.
Durante a gravação, o homem afirma que o vídeo teria sido feito em 26 de outubro, um dia após o segundo turno das eleições.
A publicação chamou atenção pela referência ao documento eleitoral e pelo contexto da discussão que antecedeu a agressão. Entretanto, a gravação, isoladamente, não permite estabelecer uma relação direta entre a manifestação registrada e a motivação do ataque.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer todas as circunstâncias da agressão e localizar o suspeito.
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