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sábado, 10 de outubro de 2026

Política

Vorcaro consultou ChatGPT sobre BC e juízes antes de prisão

O banqueiro Vorcaro utilizou o ChatGPT para obter informações sobre diretores do Banco Central, a crise do Master e a estrutura da Justiça Federal em Brasília nos meses que antecederam sua prisão. Os registros mostram consultas sobre juízes e varas criminais na véspera da detenção no Aeroporto de Guarulhos.

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Vorcaro consultou ChatGPT sobre BC e juízes antes de prisão
Crédito: revistaoeste.com

O banqueiro Vorcaro, preso em 17 de novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, fez uma série de consultas ao ChatGPT sobre diretores do Banco Central, a crise do Master e a estrutura da Justiça Federal em Brasília nos meses que antecederam sua detenção. Os registros do histórico da ferramenta, obtidos pela revista piauí, revelam que, do total de consultas, 57 tratavam do BC, da crise do Master e do mercado financeiro. As demais abordavam temas como viagens, saúde, religião, reputação e interesses pessoais.

As perguntas ocorreram enquanto o Master enfrentava dificuldades e buscava alternativas para sua situação financeira. Em 21 de agosto, Vorcaro também perguntou à inteligência artificial quem eram os diretores do Banco Central. Na véspera, o banqueiro havia solicitado uma audiência com Gabriel Galípolo, presidente da autoridade monetária, mas o encontro não ocorreu.

Em 3 de setembro, o BC vetou a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília. A decisão marcou um ponto de inflexão na crise da instituição financeira, que já acumulava sinais de fragilidade. A partir de então, as consultas de Vorcaro ao ChatGPT se intensificaram, com foco em autoridades e possíveis cenários regulatórios.

Consultas sobre o Banco Central e a crise

Os dados do histórico mostram que a maior parte das perguntas de Vorcaro estava relacionada ao funcionamento do Banco Central e aos desdobramentos da crise do Master. As 57 consultas sobre o tema incluíam questionamentos sobre diretores, medidas regulatórias e o papel da autoridade monetária em operações de aquisição. A revista piauí não detalhou o conteúdo exato de cada pergunta, mas indicou que o banqueiro buscava compreender o ambiente institucional que cercava sua instituição.

Em 21 de agosto, a pergunta específica sobre os diretores do BC ocorreu um dia após a tentativa frustrada de reunião com Gabriel Galípolo. A fonte não detalhou se Vorcaro obteve as informações que procurava ou se as respostas influenciaram suas decisões seguintes. O que se sabe é que, poucos dias depois, o BC vetou a compra do Master pelo BRB, em 3 de setembro, aprofundando a crise da instituição.

Além das questões sobre o BC, o histórico registra uma consulta sobre o próprio Vorcaro, em 14 de agosto. Na ocasião, ele digitou seu nome na ferramenta e recebeu informações sobre sua atuação empresarial. A fonte não detalhou o teor exato da resposta, mas a busca sugere um interesse em monitorar sua imagem pública em meio à turbulência financeira.

Vídeo: YouTube | Fonte: revistaoeste.com

Pesquisas sobre ex-banqueiro e localização

Em 4 de outubro, Vorcaro pesquisou informações sobre Luís Octávio Índio da Costa, ex-banqueiro ligado ao Cruzeiro do Sul, e perguntou onde ele morava. Segundo a reportagem, o ChatGPT não forneceu um endereço residencial, mas apresentou uma localidade associada ao perfil profissional do empresário. A consulta indica que o banqueiro buscava referências sobre figuras do setor financeiro com histórico de crises bancárias.

Essa busca específica ocorreu em um momento em que o Master já enfrentava sérias dificuldades, e a tentativa de venda ao BRB havia sido barrada. A fonte não detalhou se Vorcaro pretendia contatar Índio da Costa ou se a pesquisa tinha outro objetivo. O registro, porém, reforça o padrão de uso da ferramenta para obter informações sobre pessoas ligadas ao sistema financeiro e suas trajetórias.

As demais consultas do histórico, que não tratavam do BC ou do mercado financeiro, abordavam temas como viagens, saúde, religião, reputação e interesses pessoais. A revista piauí não especificou quantas perguntas foram feitas em cada categoria, mas destacou que o volume relacionado à crise do Master era predominante.

Perguntas sobre a Justiça Federal em Brasília

As consultas mais próximas da prisão trataram da estrutura da Justiça Federal em Brasília. Na noite de 15 de novembro, Vorcaro perguntou ao ChatGPT quem eram os juízes das varas criminais da capital federal. A pergunta, feita dois dias antes da detenção, sugere que o banqueiro buscava mapear o Judiciário local, possivelmente antecipando desdobramentos legais.

Em 16 de novembro, Vorcaro fez a última consulta registrada no histórico e perguntou ao ChatGPT quais eram as varas criminais federais de Brasília. A sequência de perguntas sobre a Justiça Federal, na véspera da prisão, indica um esforço para entender a organização das instâncias criminais na capital. A fonte não detalhou se as respostas obtidas influenciaram seus planos de viagem ou sua defesa.

No dia seguinte, 17 de novembro de 2025, a Polícia Federal o prendeu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando ele se preparava para embarcar em um avião particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A prisão ocorreu após uma sequência de consultas que, segundo o histórico, revelam um interesse crescente por autoridades e estruturas de fiscalização e justiça.

O padrão das consultas e o desfecho

O conjunto de registros obtidos pela revista piauí mostra que Vorcaro utilizou o ChatGPT de forma sistemática ao longo de meses, com picos de atividade em momentos críticos da crise do Master. As perguntas sobre o Banco Central, por exemplo, se concentraram antes e depois do veto à compra pelo BRB. Já as consultas sobre a Justiça Federal ocorreram apenas nos dois dias que antecederam a prisão.

A fonte não detalhou se o banqueiro fez outras buscas em ferramentas diferentes ou se as respostas do ChatGPT foram usadas para tomar decisões concretas. Também não há informações sobre o conteúdo exato das respostas fornecidas pela inteligência artificial, exceto no caso da pesquisa sobre Luís Octávio Índio da Costa, em que o endereço residencial não foi revelado.

A prisão em Guarulhos, quando Vorcaro se preparava para deixar o país, encerrou um período de intensa atividade de consultas que, segundo os registros, refletiam as preocupações do banqueiro com a crise financeira de sua instituição e com possíveis consequências legais. A reportagem da piauí não apresentou declarações de Vorcaro ou de sua defesa sobre o uso do ChatGPT.

Os dados do histórico, embora não comprovem intenções específicas, oferecem um retrato do comportamento do banqueiro nas semanas que antecederam sua detenção. A predominância de perguntas sobre o Banco Central e o mercado financeiro, somada às buscas finais sobre a Justiça Federal, sugere que Vorcaro buscava informações para navegar um cenário de incerteza regulatória e jurídica. A fonte não detalhou se as consultas tiveram relação direta com as acusações que levaram à prisão.

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