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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

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Israel promete chegar à origem de ataque em voo da Flydubai

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel acompanhará e possivelmente participará da investigação sobre o ataque a bordo do voo FZ1073 da Flydubai. O copiloto esfaqueou o comandante e teria tentado derrubar a aeronave com mais de 170 pessoas. O avião pousou em segurança na Arábia Saudita.

4 min de leitura
Israel promete chegar à origem de ataque em voo da Flydubai
Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

Um incidente grave abalou o voo FZ1073 da Flydubai, que partiu de Dubai com destino a Tel Aviv, na quarta-feira (30). O copiloto esfaqueou o comandante da aeronave em pleno voo, numa aparente tentativa de derrubar o avião com mais de 170 pessoas a bordo. O desastre foi evitado após o piloto ferido conseguir destrancar a porta da cabine, permitindo que passageiros dominassem o agressor. Uma tripulação de reserva que viajava no voo assumiu os controles e pousou a aeronave na Arábia Saudita, no aeroporto de Tabuk.

As motivações e o histórico do agressor ainda não são conhecidos. Autoridades israelenses descreveram o episódio como uma aparente tentativa de fazer o avião cair, mas não houve nenhuma sugestão oficial por parte de Israel de envolvimento iraniano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o caso como “um grave incidente de segurança”, enquanto o ministro da Defesa, Israel Katz, foi mais enfático e chamou o copiloto de terrorista.

Investigação em andamento na Arábia Saudita

O agressor está sendo investigado na Arábia Saudita, onde o avião fez o pouso de emergência. Netanyahu afirmou que acreditava que ele seria levado para os Emirados Árabes Unidos, país de origem da companhia aérea Flydubai. “Estaremos acompanhando e, possivelmente, também participando dessa investigação”, declarou o premiê em entrevista ao apresentador da Fox News Sean Hannity.

A Arábia Saudita não divulgou nenhum comunicado oficial sobre suas investigações. A falta de informações públicas mantém em aberto questões centrais sobre o caso, como o acesso do copiloto à cabine e os procedimentos de segurança da companhia aérea. A fonte não detalhou se as autoridades sauditas compartilharam dados preliminares com Israel ou com os Emirados Árabes Unidos.

Queda brusca de quase 14 mil pés

Dados de rastreamento indicam que o voo despencou quase 14 mil pés em menos de 30 segundos enquanto sobrevoava a Arábia Saudita. A queda abrupta ocorreu antes que passageiros e tripulação conseguissem neutralizar o agressor e estabilizar a aeronave. A rápida perda de altitude sugere uma ação deliberada nos comandos do avião, mas as autoridades não confirmaram oficialmente essa hipótese.

O comandante ferido desempenhou papel crucial ao destrancar a porta da cabine, mesmo após ser esfaqueado. Esse gesto permitiu que pessoas a bordo interviessem e contivessem o copiloto. A tripulação de reserva, que viajava como passageira, assumiu o controle e conduziu o pouso seguro em Tabuk, evitando uma tragédia de grandes proporções.

Divergência entre autoridades israelenses

As declarações de Netanyahu e Katz revelam nuances na avaliação do incidente. O primeiro-ministro optou por uma linguagem mais cautelosa, referindo-se ao caso como “um grave incidente de segurança”. Já o ministro da Defesa afirmou que as informações preliminares indicavam a intenção do copiloto de fazer o avião cair, descrevendo-o como terrorista.

Essa diferença de tom não implica necessariamente discordância sobre os fatos, mas reflete abordagens distintas na comunicação pública. A fonte não detalhou se houve reunião entre os dois líderes para alinhar o discurso. A ausência de uma narrativa única pode gerar especulações, mas até o momento as autoridades não apresentaram evidências adicionais.

Nacionalidade do agressor e silêncio de Omã

Uma autoridade israelense identificou o agressor como cidadão de Omã. As autoridades de Omã não se pronunciaram sobre a notícia até o fechamento desta matéria. O silêncio oficial deixa lacunas sobre o histórico do copiloto, sua formação profissional e possíveis vínculos com grupos extremistas.

A Flydubai, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, também não divulgou comunicado público sobre o incidente. A empresa opera voos regulares entre Dubai e Tel Aviv desde a normalização das relações entre Israel e os Emirados, em 2020. A fonte não detalhou se a companhia suspendeu temporariamente a rota ou reforçou protocolos de segurança.

Repercussão e próximos passos

O incidente levanta questões sobre a segurança da aviação civil em rotas que conectam Israel a países árabes. A aparente tentativa de derrubar um avião comercial com mais de 170 pessoas a bordo é um lembrete sombrio dos riscos enfrentados pela indústria. A resposta das autoridades israelenses, sauditas e emiráticas será observada de perto pela comunidade internacional.

Enquanto a investigação avança, permanecem dúvidas sobre como o copiloto conseguiu agir sem alertar a tripulação e quais medidas serão adotadas para evitar casos semelhantes. A fonte não detalhou se haverá cooperação formal entre os países envolvidos. O desfecho do caso pode influenciar protocolos de segurança em voos comerciais na região.

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