Pular para o conteúdo

Agora

Birigui Notícias

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Economia

Ibovespa cai 0,74% com exterior e eleições

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (07) em queda de 0,74%, a 204.302,33 pontos, refletindo o ambiente negativo externo e a realização de lucros após o rali eleitoral. O dólar à vista subiu 0,83%, a R$ 5,0156, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante divisas emergentes.

4 min de leitura
Ibovespa fecha em queda de 0,74% com exterior e eleições
Crédito: forbes.com.br

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (07) em queda, com o mercado local refletindo o ambiente negativo externo e realizando lucros depois do rali eleitoral após o primeiro turno das eleições presidenciais. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,74%, a 204.302,33 pontos, após marcar 204.176,12 na mínima e 206.877,47 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão desta quarta-feira somou R$57,2 bilhões antes dos ajustes finais.

Exterior negativo pressiona bolsa brasileira

A bolsa brasileira acompanhou a tendência das principais praças acionárias globais, que fecharam no campo negativo diante da alta dos preços do petróleo para mais de US$100 em meio a novas tensões no Oriente Médio. O S&P 500 encerrou o dia em queda de 0,22%. Os agentes também avaliaram a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve realizada em setembro, divulgada na tarde desta quarta-feira.

No cenário doméstico, o movimento de realização de lucros ganhou força após o forte rali observado nas duas sessões anteriores, quando o Ibovespa acumulou ganhos expressivos impulsionados pelo entusiasmo com o resultado do primeiro turno. A combinação de fatores externos e internos levou o índice a devolver parte dos avanços recentes.

Magazine Luiza lidera ganhos do Ibovespa

MAGAZINE LUIZA ON teve alta de 5,09%, liderando os ganhos do Ibovespa, em meio ao recuo das taxas curtas dos juros futuros. A queda nas taxas de juros beneficia empresas de varejo e consumo, que são sensíveis ao custo de crédito e à atividade econômica. O movimento refletiu a percepção de menor pressão inflacionária no curto prazo.

Outros destaques positivos incluíram GPA ON, que subiu 4,15% após a 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo homologar o plano de recuperação extrajudicial da companhia. A aprovação judicial trouxe alívio aos investidores quanto ao processo de reestruturação da varejista.

Petrobras e PRIO avançam em dia misto

PETROBRAS PN subiu 0,95% e PETROBRAS ON subiu 1,25%, enquanto, no exterior, o petróleo tipo Brent fechou em queda de 1,30%. A divergência entre o desempenho das ações e a commodity refletiu ajustes técnicos e expectativas específicas para a estatal brasileira. PRIO ON avançou 0,9%, após a companhia arrematar blocos Magnetita e Hematita, ambos na Bacia de Campos, em leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No setor de mineração e siderurgia, VALE ON recuou 2,3%, sem a referência do mercado chinês, que esteve fechado devido a feriado. USIMINAS PNA teve queda de 1,64%, enquanto GERDAU PN registrou perda de 1,25%. A ausência de negociações na China reduziu a liquidez e a referência de preços para as exportadoras de minério de ferro.

Bancos devolvem ganhos recentes

As ações do setor financeiro reverteram parte dos ganhos observados nas últimas duas sessões. ITAÚ UNIBANCO PN caiu 2,66%, BRADESCO PN recuou 3,68%, SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,01% e BTG PACTUAL teve queda de 2,52%. BANCO DO BRASIL ON, que liderou as perdas na véspera, desvalorizou 1,87%.

O movimento de realização de lucros foi mais intenso entre os bancos, que haviam registrado fortes altas após o primeiro turno das eleições, impulsionados pela expectativa de políticas econômicas mais favoráveis ao mercado. A correção desta quarta-feira refletiu o ajuste natural após o forte rali.

Dólar volta a subir e fecha acima de R$5

Após o forte rali do real visto depois do primeiro turno da eleição presidencial, o dólar fechou a quarta-feira em alta no Brasil e novamente acima dos R$5, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior. O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,83%, a R$5,0156, depois de ter atingido na véspera a menor cotação em quase 5 meses. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,62%.

Às 17h15, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — subia 0,60% na B3, aos R$5,0365. Nas duas sessões anteriores o dólar acumulou uma queda de 4,65%, refletindo o entusiasmo dos investidores com a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.

Passado o primeiro impacto eleitoral, nesta quarta-feira o dólar exibiu ganhos no Brasil, em sintonia com o sinal positivo da moeda norte-americana ante outras divisas emergentes no exterior, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. Às 17h37, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,36%, a 102,280, em uma sessão também marcada pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries de longo prazo.

No fim da manhã o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro. A atuação do BC visou prover liquidez ao mercado de câmbio e suavizar a volatilidade, em um dia de ajuste após a forte apreciação do real nas sessões anteriores.

Fonte

Compartilhar

1 comentário

Deixe seu comentário

Seu e-mail não aparece publicamente. A redação modera antes de publicar.

Leia também