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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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Equipe de María Corina diz que ela voltou à Venezuela

A equipe de María Corina confirmou que a líder opositora está na Venezuela para iniciar uma nova fase de mobilizações políticas e preparar a oposição para uma eventual transição de governo. O retorno, descrito como arriscado, envolveu travessia terrestre pela fronteira com a Colômbia. A opositora prepara um pronunciamento à população, ainda sem data definida.

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Equipe de María Corina diz que ela voltou à Venezuela
Crédito: www.gazetadopovo.com.br

A líder opositora venezuelana María Corina Machado retornou à Venezuela com o objetivo de pressionar por eleições e mobilizar a população, segundo informações de sua equipe divulgadas nesta semana. Em entrevista à rádio venezuelana Unión Radio, o coordenador nacional do partido Vente Venezuela, Henry Alviárez, afirmou que a política pretende iniciar uma nova fase de mobilizações no país e preparar a oposição para uma eventual transição de governo. A data exata do retorno não foi informada, mas a presença de Corina em território venezuelano já movimenta o cenário político local.

Nova fase de mobilização política

De acordo com Alviárez, a volta de María Corina marca o começo de uma etapa voltada à organização de protestos e à articulação de forças opositoras. O dirigente explicou que o objetivo é criar condições para uma transição de governo, sem detalhar quais ações concretas serão adotadas nos próximos dias. A oposição venezuelana enfrenta um cenário de forte repressão e fragmentação, o que torna a presença física de Corina um fator de reorganização interna.

Além disso, o coordenador do Vente Venezuela confirmou que o grupo está disposto a negociar diretamente com Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças americanas, em janeiro deste ano. A disposição para o diálogo, contudo, não significa adesão a qualquer tipo de acordo. Alviárez foi enfático ao afirmar que a oposição não deve participar de negociações com o regime destinadas a adiar decisões políticas no país.

Disposição para negociar, mas sem adiamentos

“Estamos absolutamente dispostos a nos sentar com quem for necessário”, afirmou Alviárez durante a entrevista. A fala sinaliza uma abertura para conversas com o novo comando político venezuelano, mas impõe uma condição clara: as negociações não podem servir para postergar definições importantes, como a convocação de eleições livres. A postura reflete a pressão da oposição por mudanças imediatas, em um momento de incerteza institucional no país.

O dirigente não especificou quais seriam os termos aceitáveis para um eventual diálogo com Delcy Rodríguez. Também não informou se já houve contatos preliminares entre as partes. A fonte não detalhou os mecanismos de negociação nem os prazos considerados pela oposição. A declaração, no entanto, reforça a estratégia de manter canais abertos sem abrir mão das demandas centrais do movimento.

Retorno arriscado e proteção popular

O retorno de María Corina à Venezuela foi descrito por seus aliados como uma operação de alto risco. “A única garantia que María Corina tem na Venezuela é o povo. Ela entrou por sua própria conta e risco”, declarou Alviárez. A frase destaca a ausência de proteção institucional para a líder opositora, que enfrenta ameaças constantes e um ambiente hostil para vozes dissidentes.

Outro aliado de Corina, que pediu anonimato por razões de segurança, afirmou que a operação exigiu cuidados especiais para proteger as pessoas envolvidas. “Foi uma operação exigente, perigosa e arriscada”, disse a fonte ao jornal. Os detalhes sobre a logística não foram revelados, mas o caráter sigiloso indica a complexidade do deslocamento em um contexto de vigilância intensa.

Rota pela Colômbia e participação dos EUA

De acordo com o jornal El País, para chegar à Venezuela, María Corina teria atravessado a fronteira com a Colômbia por terra, após passar pelo Panamá. A participação direta dos Estados Unidos na operação não foi confirmada. A rota terrestre sugere uma tentativa de evitar controles aéreos e reduzir a exposição durante o trajeto.

A escolha por atravessar a fronteira colombiana também pode estar relacionada à presença de redes de apoio na região, embora a fonte não tenha detalhado esse aspecto. O percurso pelo Panamá indica uma etapa adicional de deslocamento antes da entrada em território venezuelano. A ausência de confirmação sobre apoio americano mantém em aberto as circunstâncias exatas da viagem.

Pronunciamento à população é aguardado

A equipe de María Corina informou que a opositora prepara um pronunciamento à população venezuelana. Ainda não foi divulgada uma data para a manifestação. A expectativa é que o discurso traga orientações sobre os próximos passos do movimento e convoque apoiadores para as mobilizações anunciadas.

Enquanto isso, aliados seguem reforçando a mensagem de que a presença de Corina no país é um ato de resistência. A falta de detalhes sobre a agenda da líder opositora mantém o clima de expectativa entre apoiadores e observadores internacionais. A fonte não detalhou se o pronunciamento será transmitido por canais digitais ou se haverá eventos presenciais.

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