Rebeca Andrade é tricampeã mundial no salto em Roterdã
A ginasta brasileira Rebeca Andrade venceu a prova do salto sobre a mesa no Campeonato Mundial de Ginástica Artística 2026, em Roterdã, Holanda. Com 14.466 pontos, ela superou as norte-americanas Claire Pease e Skye Blakely. Aos 27 anos, Rebeca se iguala à chinesa Cheng Fei como única tricampeã mundial na categoria.
A brasileira Rebeca Andrade conquistou neste sábado (24) o tricampeonato no Campeonato Mundial de Ginástica Artística 2026, em Roterdã, Holanda. A ginasta de 27 anos levou o primeiro lugar no pódio na prova do salto sobre a mesa, com 14.466 pontos, superando as norte-americanas Claire Pease, com 14.233, e Skye Blakely, com 14.166 pontos. Com a conquista, a brasileira acumula agora dez medalhas de mundiais, sendo quatro de ouro.
Domínio no salto sobre a mesa
O desempenho de Rebeca na final foi marcado pela execução de dois saltos de alta dificuldade. O primeiro foi um Yurchenko com dupla pirueta, movimento que exige potência e precisão na rotação. Na sequência, ela executou um López, salto com o qual faturou duas medalhas olímpicas e os títulos mundiais de 2021 e 2023.
A nota final de 14.466 reflete a consistência da atleta, que já havia dominado a mesma prova em edições anteriores do Mundial. A diferença para a segunda colocada, Claire Pease, foi de 0,233 ponto, uma margem considerável em uma disputa de alto nível. A terceira colocada, Skye Blakely, ficou 0,300 atrás da campeã.
Ao subir ao lugar mais alto do pódio, Rebeca consolidou uma trajetória de regularidade em campeonatos mundiais. A fonte não detalhou as notas parciais de cada salto, mas o resultado final confirma o favoritismo da brasileira na especialidade.
Histórico de conquistas e recorde
Com o resultado, aos 27 anos Rebeca se iguala à chinesa Cheng Fei, que, até então, era a única tricampeã mundial (2005 a 2007) no salto sobre a mesa. A marca coloca a brasileira em um seleto grupo de ginastas que dominaram a prova por três edições do campeonato.
Além dos três títulos no salto, Rebeca também foi campeã do individual geral em 2022. No total, são quatro medalhas de ouro em mundiais, além de quatro pratas e dois bronzes. A diversidade de resultados em diferentes aparelhos evidencia a versatilidade da atleta, que já competiu em alto nível em provas como solo e trave.
A trajetória de Rebeca em mundiais começou a ganhar destaque em 2021, quando conquistou seu primeiro ouro no salto. Dois anos depois, repetiu o feito em 2023, e agora, em 2026, alcançou o tricampeonato. A fonte não detalhou as edições em que obteve as medalhas de prata e bronze, mas o conjunto de resultados a coloca entre as maiores ginastas da história do Brasil.
Origens e primeiros passos
Natural de Guarulhos (SP), Rebeca começou a treinar aos 4 anos, em um projeto social da prefeitura, inspirada na ginasta Daiane dos Santos, também negra. Aos 10 anos, mudou-se, sem sua família, para Curitiba, para dar continuidade aos treinamentos e, no ano seguinte, passou a competir pelo Flamengo.
A mudança precoce de cidade foi um marco em sua formação, exigindo disciplina e adaptação longe do núcleo familiar. A escolha pelo Flamengo abriu portas para competições nacionais e, posteriormente, para a seleção brasileira. A fonte não detalhou as condições de treinamento em Curitiba, mas o desenvolvimento técnico da atleta foi notável nos anos seguintes.
Em 2012, com apenas 13 anos e em seu primeiro campeonato como profissional, venceu o Troféu Brasil, desbancando nomes como Daniele Hypolito e Jade Barbosa. O resultado precoce sinalizou o potencial de Rebeca para o cenário internacional. Ela estreou em olimpíadas em 2016, na edição do Rio de Janeiro.
Legado e próximos desafios
A conquista em Roterdã reforça o status de Rebeca Andrade como uma das principais ginastas da atualidade. Aos 27 anos, ela mantém um nível competitivo elevado, combinando dificuldade técnica e consistência em finais. A fonte não detalhou os planos futuros da atleta, mas o histórico recente indica que ela deve seguir como referência na modalidade.
O tricampeonato no salto sobre a mesa também amplia o legado de Rebeca para as novas gerações de ginastas brasileiras. Sua trajetória, iniciada em um projeto social, é frequentemente citada como exemplo de superação e acesso ao esporte. A fonte não incluiu declarações da atleta após a prova, mas o resultado fala por si.
Com dez medalhas em mundiais, Rebeca se aproxima de marcas históricas de outras lendas da ginástica. A igualdade com Cheng Fei no salto é um feito simbólico, mas a brasileira já havia superado a chinesa em número total de medalhas em mundiais. A fonte não detalhou a contagem de Cheng Fei, mas o foco permanece na conquista atual.
Fonte
- agenciabrasil.ebc.com.br
- Rádios (radios.ebc.com.br)
- TV Brasil Acompanhe voto a voto a apuração do 2º turno das eleições 2026 (tvbrasil.ebc.com.br)
Deixe seu comentário