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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Protestos na França sob forte esquema de segurança

A França viveu um sábado de manifestações sob forte aparato policial, com 70 mil agentes mobilizados para evitar novos distúrbios. Até o início da tarde, 135 pessoas haviam sido presas. Em Paris, o centro parecia em lockdown, enquanto em Lyon a polícia usou gás lacrimogêneo.

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Protestos na França sob forte esquema de segurança
Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

Manifestantes se reuniram em Paris e em cidades de toda a França neste sábado (24), sob a vigilância de 70 mil policiais, enquanto o governo tentava evitar a repetição dos distúrbios e saques que sacudiram o país no fim de semana passado. A mobilização ocorreu após uma semana de tensões elevadas, marcada por tiros fatais e pelo temor de nova onda de violência. O esquema de segurança foi reforçado em 10 mil agentes em relação ao protesto de 17 de outubro.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse que 135 pessoas haviam sido presas em todo o país até o início da tarde, muitas após revistas preventivas que encontraram fogos de artifício, rolamentos de esferas e outros objetos que poderiam ser usados como armas. As detenções ocorreram em diferentes cidades, refletindo a estratégia de contenção adotada pelas autoridades. A fonte não detalhou o perfil dos detidos nem as circunstâncias exatas de cada prisão.

Paris sob clima de lockdown

Grande parte do centro de Paris parecia uma cidade em lockdown, com lojistas fechando as vitrines com tapumes, museus com as portas fechadas e mais de 20 estações de metrô interditadas. A medida preventiva visava proteger o comércio e os espaços públicos diante do risco de novos saques. Entidades empresariais pediram que os varejistas permanecessem fechados depois que milhares de lojas e negócios foram danificados ou saqueados em toda a França no último fim de semana.

Vários dos mais conhecidos centros culturais da capital, incluindo o Louvre, o Musée d’Orsay e a Ópera de Paris, fecharam como precaução, deixando os turistas frustrados. A interdição de estações de metrô também alterou a rotina de moradores e visitantes, que precisaram buscar rotas alternativas. A sensação de normalidade foi substituída por um ambiente de vigilância e cautela.

Confrontos em Lyon e marcha pacífica em Orléans

Enquanto o início da principal marcha em Paris transcorria de forma pacífica, a polícia usou gás lacrimogêneo contra multidões em Lyon, a terceira maior cidade da França. A ação ocorreu em meio a aglomerações que, segundo as autoridades, representavam risco à ordem pública. A fonte não detalhou o número de feridos ou a extensão dos confrontos em Lyon.

A primeira marcha autorizada neste sábado transcorreu pacificamente em Orléans, a cerca de 120 quilômetros ao sul de Paris, onde manifestantes protestaram contra o Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen, que realizava um congresso partidário na cidade. O contraste entre a calma em Orléans e a tensão em Lyon ilustra a diversidade de situações vividas no país durante o dia de protestos.

Contexto de violência recente

As tensões aumentaram após tiros na sexta-feira (23), a oeste de Paris, quando um atirador, suspeito de agir por ódio islamofóbico, matou uma pessoa e feriu mais quatro, entre elas uma menina de 12 anos. O episódio elevou o estado de alerta em todo o território francês e influenciou o reforço do esquema de segurança. A fonte não detalhou a identidade do atirador nem o andamento das investigações.

O governo mobilizou 10 mil policiais a mais do que em 17 de outubro, dia em que protestos contra o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos se transformaram em alguns dos piores distúrbios que a França viu em anos. Naquele dia, lojas foram saqueadas e veículos incendiados em diversas cidades, gerando prejuízos ainda não totalmente contabilizados. A repetição desse cenário era o principal temor das autoridades neste sábado.

Balanço parcial e próximos passos

Até o início da tarde, o saldo de prisões chegava a 135 em todo o país, número que pode aumentar conforme o desenrolar das manifestações. A polícia manteve revistas preventivas em pontos estratégicos, apreendendo objetos como fogos de artifício e rolamentos de esferas, frequentemente usados em confrontos. A fonte não detalhou se houve feridos graves ou danos materiais significativos até aquele momento.

O fechamento de museus e estações de metrô em Paris deve ser reavaliado nos próximos dias, dependendo da evolução da situação. A economia local, já fragilizada pelos distúrbios anteriores, sofre novo impacto com a paralisação do comércio e do turismo. As autoridades não anunciaram, até o momento, novas medidas de restrição para os próximos dias.

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