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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Política

Abstenção nas eleições de 2026 é a maior desde 1998

O primeiro turno das eleições de 2026 teve a maior abstenção desde 1998, com 21,1% dos eleitores ausentes. O TSE anunciou ações para estimular o voto no segundo turno. Estados como Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro lideram as ausências.

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Abstenção eleições 2026 é a maior desde 1998
Crédito: revistaoeste.com

O primeiro turno das eleições de 2026 registrou a maior taxa de abstenção desde 1998, com 21,1% dos eleitores aptos deixando de comparecer às urnas. O índice supera os 20,95% de 2022, quando cerca de 32,7 milhões de pessoas não votaram. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a totalização dos votos.

Dos 158,7 milhões de eleitores aptos, aproximadamente 125,2 milhões compareceram. Além das abstenções, foram contabilizados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos na disputa presidencial. A soma desses números evidencia um cenário de desinteresse ou dificuldade de participação em parte do eleitorado.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a Corte pretende intensificar as ações para estimular a participação no segundo turno. Segundo ele, uma abstenção próxima de 20% “não é o ideal”. A declaração sinaliza que o tribunal buscará estratégias para reduzir a ausência na próxima votação.

Estados com maiores taxas de ausência

Mato Grosso do Sul liderou o ranking de abstenção, com 23,85% dos eleitores ausentes. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (23,31%), Minas Gerais (22,62%) e São Paulo (22,54%). Esses quatro estados concentram grande parte do eleitorado brasileiro e, juntos, representam milhões de votos não exercidos.

Na outra ponta, o Ceará registrou o menor índice, com 15,33% de abstenção. Piauí (17,07%), Roraima (17,10%) e Sergipe (17,27%) também apresentaram taxas relativamente baixas. A diferença entre o maior e o menor percentual chega a 8,52 pontos percentuais, o que indica disparidades regionais significativas.

Os números estaduais refletem contextos socioeconômicos e logísticos distintos. Por exemplo, estados com grandes áreas rurais ou dificuldades de transporte podem ter maior ausência. No entanto, a fonte não detalhou as causas específicas de cada unidade federativa.

Comparativo com eleições anteriores

A abstenção de 2026 superou os índices das últimas três eleições presidenciais. Em 2022, a taxa foi de 20,95%; em 2018, 20,33%; e em 2014, 19,39%. O crescimento gradual indica uma tendência de afastamento de parte do eleitorado ao longo dos anos.

O recorde anterior desde a redemocratização havia sido justamente em 1998, quando a abstenção atingiu 21,0% no primeiro turno. Agora, 2026 ultrapassou essa marca por uma pequena margem. A comparação histórica é relevante para entender o comportamento eleitoral brasileiro.

Vale notar que a pandemia de covid-19 impactou as eleições de 2020 e 2022, mas os índices de abstenção não sofreram alterações drásticas naquele período. A fonte não detalhou se fatores como desinformação ou descrença política influenciaram o resultado atual.

Quem não votou ainda pode participar

Os eleitores que não compareceram ao primeiro turno podem votar no segundo, desde que estejam com o título regularizado. A ausência deve ser justificada ou a multa correspondente, de R$ 3,51 por turno, paga. Essa regra permite que milhões de pessoas ainda exerçam o direito ao voto.

A justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo site do TSE ou presencialmente em cartórios eleitorais. O prazo para justificar a ausência do primeiro turno é de até 60 dias após a eleição. Caso contrário, o eleitor fica sujeito a multa e restrições em documentos.

O segundo turno está marcado para o último domingo de outubro, conforme o calendário eleitoral. A expectativa do TSE é que a participação aumente, especialmente com as campanhas de conscientização planejadas. A fonte não detalhou quais ações específicas serão implementadas.

Reação do TSE e próximos passos

Kassio Nunes Marques destacou que a Corte está atenta ao fenômeno da abstenção. Ele mencionou que campanhas de incentivo ao voto serão reforçadas, mas não forneceu detalhes sobre o formato ou o orçamento dessas iniciativas. A declaração foi feita em entrevista coletiva após a divulgação dos resultados.

O presidente do TSE também ressaltou a importância do voto como instrumento de cidadania. Segundo ele, a participação popular é essencial para a legitimidade do processo democrático. A fala busca mobilizar os eleitores que se abstiveram no primeiro turno.

Especialistas em ciência política costumam apontar que abstenções elevadas podem distorcer a representatividade. No entanto, a fonte não trouxe análises de terceiros. A reportagem limita-se aos dados oficiais e às declarações do TSE.

Impacto no resultado eleitoral

Com 21,1% de abstenção, cerca de 33,5 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno. Esse contingente é maior que a população da maioria dos estados brasileiros. Se esses votos tivessem sido exercidos, o resultado da disputa presidencial poderia ser diferente.

Os votos em branco e nulos somados chegam a 5,8 milhões, o que representa 3,6% do eleitorado apto. Embora não sejam considerados válidos para o cálculo final, eles indicam insatisfação ou desinteresse de parte dos eleitores. A fonte não detalhou a distribuição desses votos por estado.

No segundo turno, a disputa tende a ser mais polarizada, o que pode mobilizar eleitores que se abstiveram na primeira etapa. O TSE espera que a participação aumente, mas não há garantias. A abstenção histórica de 2026 já está registrada como um marco negativo.

Como justificar a ausência

Para regularizar a situação, o eleitor deve acessar o aplicativo e-Título ou o site do TSE e preencher o formulário de justificativa. É necessário anexar um documento que comprove o motivo da ausência, como atestado médico ou comprovante de viagem. A justificativa é analisada pelo juiz eleitoral.

Se a justificativa for aceita, o eleitor fica quite com a Justiça Eleitoral. Caso contrário, deve pagar a multa de R$ 3,51 por turno. O pagamento pode ser feito por boleto, Pix ou cartão de crédito, conforme orientação do TSE.

Quem não justificar nem pagar a multa pode ter o título cancelado, o que impede a obtenção de passaporte, matrícula em universidades públicas e posse em cargos públicos. A fonte não detalhou o número de eleitores que já regularizaram a situação após o primeiro turno.

Perspectivas para o segundo turno

O TSE planeja intensificar a comunicação sobre a importância do voto, especialmente nas redes sociais e em veículos de massa. A ideia é alcançar os eleitores que se abstiveram, mostrando que a participação é simples e rápida. A fonte não informou se haverá mudanças na logística das seções eleitorais.

Além disso, o tribunal deve reforçar a segurança do processo, após relatos de desinformação em eleições anteriores. A confiança no sistema eletrônico de votação é um fator que pode influenciar a abstenção. No entanto, a fonte não trouxe dados sobre a percepção dos eleitores.

O segundo turno será decisivo para definir o próximo presidente da República. Com a abstenção em alta, cada voto ganha ainda mais peso. A expectativa é que a disputa acirrada mobilize os indecisos e os ausentes do primeiro turno.

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