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sábado, 7 de novembro de 2026

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Júri de acusados de matar dois jovens em Coroados é adiado para 2027

3 min de leitura
Dra Ivanete Zugolaro

O julgamento de um duplo homicídio que marcou a cidade de Coroados, na região de Birigui, foi adiado nesta quinta-feira (5). Os acusados Christian Augusto Gomes Maia e Tiago Simião Ribeiro deveriam sentar no banco dos réus pelo assassinato de Wellington Vinícius Ferreira de Souza, de 28 anos, e Gabriel Victor da Silva Rosa, de 24, mas a sessão foi transferida para 11 de março de 2027.

O motivo do adiamento foi um problema no acesso a imagens e arquivos digitais que fazem parte do processo. A defesa informou que não conseguiu abrir as mídias disponibilizadas por meio de um link, situação que também teria ocorrido com o Ministério Público.

Segundo a advogada Ivanete Zugolaro Fontoura, até as 18h15 de quarta-feira (4), a defesa ainda não tinha conseguido visualizar o material. Nos autos havia um relatório policial relacionado a um telefone, mas as imagens correspondentes não estavam acessíveis.

Diante da situação, a advogada pediu o adiamento do júri. A preocupação era que o julgamento acontecesse sem que defesa e acusação tivessem condições de analisar integralmente as provas, o que poderia provocar questionamentos futuros e até uma eventual anulação da sessão.

Um acusado está em liberdade e outro foi escoltado ao fórum

A situação dos dois réus também chamou a atenção nesta quinta-feira.

Christian Augusto Gomes Maia está em liberdade provisória em relação ao processo do duplo homicídio e compareceu ao julgamento.

Já Tiago Simião Ribeiro foi levado escoltado ao Tribunal do Júri. Apesar de também ter conseguido liberdade provisória no processo que apura os assassinatos em Coroados, ele continua preso em razão de outro processo criminal.

A defesa conseguiu a liberdade provisória dos dois acusados neste caso ao final da fase de instrução, antes da realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. Portanto, a prisão de Tiago está relacionada a outra ação penal, e não ao processo dos dois homicídios.

Relembre o crime que chocou Coroados

Os assassinatos aconteceram na madrugada de 29 de novembro de 2024, em uma residência na rua Alcides Berto, em Coroados.

Conforme a denúncia do Ministério Público, os acusados teriam ido até o imóvel onde Wellington e Gabriel estavam. Os dois jovens teriam sido surpreendidos e baleados.

Wellington foi atingido por um disparo na cabeça. Gabriel foi alvejado duas vezes, com tiros na cabeça e no tórax.

A investigação também apontou possíveis conflitos anteriores envolvendo relacionamentos amorosos. Segundo a acusação, Wellington teria comentado com pessoas próximas, dias antes do crime, que estava se sentindo ameaçado.

Para o Ministério Público, os assassinatos foram praticados por motivo fútil e mediante recurso que teria dificultado a defesa das vítimas. Os acusados respondem pelas acusações, que ainda serão submetidas ao julgamento dos jurados.

Advogada explica adiamento

A advogada Ivanete Zugolaro Fontoura sustentou que não havia condições adequadas para a realização do júri sem que a defesa tivesse acesso às imagens.

“Não podemos participar de um julgamento sem ter acesso a todos os elementos que estão no processo. As imagens precisam ser disponibilizadas para que possam ser examinadas. Até o Ministério Público teve dificuldades para acessar esse conteúdo”, é a declaração sugerida para aprovação da advogada.

A defensora também destacou a importância de evitar que um julgamento dessa dimensão seja realizado com pendências que possam comprometer sua validade.

“Pedimos o adiamento justamente para garantir que tudo aconteça dentro da legalidade. Não queremos que, depois de um julgamento, surjam questionamentos sobre a falta de acesso às provas e uma possível anulação. A defesa precisa ter condições de analisar o material antes de levar o caso ao plenário”, é outra sugestão de fala para validação.

Nova data já foi definida

Após analisar a situação, o juiz Juliano Santos de Lima decidiu adiar a sessão e marcou o novo julgamento para 11 de março de 2027.

A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Rodrigo Mazzilli Marcondes. A defesa dos acusados está sob responsabilidade da advogada Ivanete Zugolaro Fontoura.

O caso, que envolve duas mortes violentas e uma investigação marcada por suspeitas de conflitos anteriores, deverá voltar ao Tribunal do Júri no próximo ano.

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