Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas revela finalistas do meio-campo
As cinco finalistas ao meio-campo da Seleção da Temporada 2026 do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas foram anunciadas nesta terça-feira (27). Duda Sampaio, Raquel, Robinha, Aline Milene e Djeni concorrem a três vagas. A cerimônia de premiação ocorre em 15 de novembro, no Museu do Futebol, em São Paulo.
O Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas anunciou, nesta terça-feira (27), as cinco finalistas às três vagas do meio-campo na Seleção da Temporada 2026 do futebol feminino brasileiro. Estão na disputa Duda Sampaio (Corinthians), Raquel Domingues (Bahia), Robinha e Aline Milene (ambas do São Paulo) e Djeni (Flamengo). Elas foram selecionadas por meio de votação envolvendo representantes dos times da elite do futebol feminino brasileiro. As vencedoras serão conhecidas no próximo dia 15 de novembro, em cerimônia no Museu do Futebol, em São Paulo.
A escolha das finalistas reflete o desempenho consistente dessas atletas ao longo da temporada, em clubes que disputaram as principais competições nacionais e internacionais. Cada uma delas apresentou características distintas, mas todas foram fundamentais para o sucesso de suas equipes. A seguir, conheça o perfil de cada concorrente e os argumentos que as colocaram na reta final do prêmio.
Duda Sampaio: liderança e precisão no Corinthians
Titular absoluta da seleção brasileira, Duda Sampaio é uma das lideranças do multicampeão Corinthians. A volante de 25 anos, que tem o passe e a bola parada como principais virtudes, por vezes atuou como a única meio-campista de ofício no esquema da técnica Emily Lima. Na Libertadores, em que as Brabas estão nas semifinais, ela tem sido o principal nome do time alvinegro, com quatro gols.
Duda Sampaio se destaca pela visão de jogo e pela capacidade de ditar o ritmo da partida, mesmo quando atua sozinha na contenção. Sua precisão em cobranças de falta e escanteios é uma arma ofensiva recorrente, gerando assistências e finalizações perigosas. Além disso, a jogadora demonstra maturidade tática ao equilibrar as funções defensivas e de criação, algo raro em uma volante tão jovem. A regularidade em alto nível, tanto no clube quanto na seleção, reforça sua candidatura a uma das vagas no meio-campo ideal.
Raquel Domingues: faro de gol no Bahia
No Bahia, Raquel chamou atenção pela presença ofensiva. A jogadora de 26 anos terminou o Brasileirão como artilheira das Mulheres de Aço, com oito gols, apenas três a menos que a atacante Marília, do Cruzeiro, goleadora da competição. Ao lado da goleira Yanne, a meia é referência na grande temporada que vive o Tricolor baiano, semifinalista do Brasileirão e ainda vivo na Copa do Brasil.
Raquel não é uma meio-campista tradicional: sua principal característica é a chegada à área adversária, muitas vezes surpreendendo a marcação. Os oito gols no campeonato nacional evidenciam um posicionamento inteligente e um chute preciso de média distância. Além de balançar as redes, a atleta contribui na construção de jogadas, servindo como elo entre defesa e ataque. Sua evolução ao longo da temporada foi notável, especialmente em jogos decisivos, nos quais assumiu a responsabilidade ofensiva da equipe baiana.
Robinha e Aline Milene: dupla dinâmica do São Paulo
Robinha e Aline Milene são nomes que se completam no São Paulo campeão brasileiro. A primeira, de 31 anos, perdeu o início da temporada em recuperação de uma lesão no calcanhar, mas logo retomou a titularidade. Apesar de ter uma função principalmente defensiva, a volante também se aventura à frente. Foi dela um dos gols da vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo, no jogo de ida das semifinais.
Robinha é o tipo de jogadora que oferece segurança à defesa, com desarmes precisos e cobertura eficiente. Sua experiência é fundamental em momentos de pressão, e a capacidade de aparecer como elemento surpresa no ataque a torna ainda mais valiosa. O gol contra o Flamengo exemplifica essa versatilidade: em uma jogada de transição rápida, ela avançou desde o meio-campo e finalizou com categoria.
Já Aline Milene, embora a fonte não detalhe suas estatísticas individuais, é citada como peça que complementa Robinha, sugerindo uma parceria equilibrada entre contenção e criação no setor são-paulino.
Djeni: a capitã que move o Flamengo
Por fim, Djeni foi a principal jogadora do Flamengo na caminhada rumo às semifinais do Brasileirão e da Copa do Brasil – a equipe segue na disputa. Além de ajudar Ju Ferreira na marcação, é a meio-campista de 31 anos quem inicia as jogadas de ataque. A capitã rubro-negra participou diretamente de nove gols (marcou quatro e deu cinco assistências) na temporada, mesmo como volante.
Djeni exerce um papel duplo no time carioca: protege a defesa ao lado de Ju Ferreira e, ao mesmo tempo, é a primeira opção para a saída de bola qualificada. Sua leitura de jogo permite antecipar jogadas adversárias e iniciar contra-ataques rápidos. Os números de participação em gols, incomuns para uma volante, demonstram sua influência no setor ofensivo. A braçadeira de capitã reforça sua liderança dentro e fora de campo, sendo um exemplo para as companheiras mais jovens.
Votação e premiação
A seleção das finalistas envolveu representantes dos clubes da elite do futebol feminino brasileiro, garantindo um processo democrático e representativo. As vencedoras serão anunciadas em 15 de novembro, em evento no Museu do Futebol, em São Paulo. O prêmio reconhece as melhores atletas da temporada em diversas posições, e a disputa no meio-campo é uma das mais acirradas, dada a qualidade das concorrentes.
Cada finalista apresenta argumentos sólidos: Duda Sampaio pela regularidade e liderança, Raquel pelos gols decisivos, Robinha e Aline Milene pela solidez coletiva no título brasileiro, e Djeni pela influência em todos os setores do Flamengo. A expectativa é de uma votação equilibrada, com o resultado final dependendo dos critérios adotados pelos eleitores. A cerimônia de premiação promete celebrar o crescimento do futebol feminino no Brasil e destacar o talento dessas atletas.
Fonte
- agenciabrasil.ebc.com.br
- Rádios (radios.ebc.com.br)
- TV Brasil Mulheres negras enfrentam mais barreiras no combate ao câncer de mama (tvbrasil.ebc.com.br)
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