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sábado, 24 de outubro de 2026

Tecnologia

NASA promete astronautas na Lua em 2028 e provoca China

A NASA afirmou que levará astronautas de volta à superfície lunar em 2028, na missão Artemis 4. A declaração ocorre em meio à disputa com a China, que planeja pouso tripulado até 2030. A Artemis 3, em 2027, será um teste sem pouso.

4 min de leitura
NASA promete astronautas na Lua em 2028 e provoca China
Crédito: olhardigital.com.br

A NASA prometeu levar astronautas de volta à superfície da Lua em 2028, na missão Artemis 4, e aproveitou para provocar a China na corrida espacial. A declaração foi feita pelo administrador da agência, que citou o histórico recente do programa espacial chinês. A fala ocorre em um momento de acirrada disputa entre Washington e Pequim pela liderança da exploração lunar.

“A China viveu seu ‘momento John Glenn’, seu primeiro voo espacial orbital tripulado, há apenas 23 anos”, declarou Isaacman. O administrador se referia a 2003, quando a China enviou seu primeiro astronauta ao espaço em missão orbital tripulada. A comparação com John Glenn, primeiro americano a orbitar a Terra em 1962, destaca a diferença de experiência entre os dois países.

Contexto da disputa lunar entre potências

A declaração ocorre em meio à disputa entre Washington e Pequim pela liderança da exploração lunar. A China planeja realizar seu próprio pouso tripulado na Lua até 2030, enquanto os Estados Unidos pretendem voltar à superfície lunar antes disso. A corrida espacial atual tem como pano de fundo não apenas prestígio científico, mas também interesses estratégicos e econômicos.

O programa Artemis, da NASA, é a principal aposta americana para retomar a presença humana na Lua. Diferentemente das missões Apollo, o novo programa busca estabelecer uma presença duradoura, com missões progressivamente mais complexas. A China, por sua vez, avança com seu próprio programa lunar, incluindo sondas robóticas e planos para uma base de pesquisa.

Artemis 3: teste sem pouso em 2027

A próxima etapa tripulada do programa, a Artemis 3, está prevista para 2027. Diferentemente do planejamento original, a missão não terá como objetivo pousar na Lua. Ela será dedicada a testar tecnologias e procedimentos fundamentais para viabilizar as futuras operações na superfície lunar.

A missão permitirá avaliar a integração entre as espaçonaves, incluindo sistemas de comunicação, propulsão, software e interfaces de operação. Os resultados serão importantes para determinar a prontidão dos equipamentos necessários ao pouso lunar. A Artemis 3 servirá como um ensaio geral para a missão seguinte, que efetivamente levará astronautas ao solo lunar.

A tripulação principal é formada pelos astronautas Randy Bresnik, comandante; Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, piloto; e Andre Douglas e Frank Rubio, especialistas de missão. Bob Hines foi designado como reserva. A presença de um astronauta europeu na tripulação reforça o caráter internacional do programa Artemis.

Artemis 4: retorno à superfície em 2028

O objetivo de levar astronautas de volta à superfície da Lua está associado à Artemis 4, planejada para 2028. A missão deverá utilizar o foguete SLS e a cápsula Orion para transportar a tripulação até a região lunar, onde os astronautas farão a transferência para um módulo de pouso comercial. A escolha do sistema que realizará o pouso dependerá do desenvolvimento dos módulos lunares e dos resultados dos testes da Artemis 3.

SpaceX e Blue Origin desenvolvem soluções próprias para transportar astronautas entre a órbita lunar e a superfície. A NASA ainda não definiu qual empresa fornecerá o módulo de pouso para a Artemis 4. A decisão será tomada com base no progresso técnico e nos dados obtidos na missão anterior.

Se o cronograma for cumprido, a Artemis 4 marcará o retorno de seres humanos à superfície lunar pela primeira vez desde a missão Apollo 17, em dezembro de 1972. Será um marco histórico, encerrando um hiato de mais de cinco décadas sem presença humana na Lua.

Planos de longo prazo da NASA

O programa Artemis faz parte dos planos dos Estados Unidos para ampliar sua presença na Lua e preparar futuras missões tripuladas a Marte. A NASA também pretende estabelecer uma presença humana duradoura na superfície lunar, com missões progressivamente mais complexas. A Lua é vista como um campo de testes para tecnologias e procedimentos que serão essenciais em uma eventual viagem a Marte.

A agência espacial americana não detalhou, nesta declaração, os custos envolvidos ou os desafios técnicos restantes. A fonte não detalhou se há riscos de atraso no cronograma. No entanto, o histórico de programas espaciais mostra que prazos podem ser ajustados conforme o desenvolvimento dos sistemas.

Enquanto isso, a China segue com seu próprio calendário, mirando 2030 para seu primeiro pouso tripulado. A disputa entre as duas potências deve intensificar a exploração lunar nos próximos anos, com implicações científicas, econômicas e geopolíticas.

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