Assessor de deputada do Psol é preso em operação contra pornografia infantil
A Operação NXIVM prendeu o assessor da deputada federal Talíria Petrone (Psol) e um sargento da PM, acusados de produzir e chantagear com imagens de violência sexual contra adolescentes. A parlamentar exonerou o funcionário e declarou não compactuar com violência contra mulheres.
Um assessor da deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) foi preso nesta quinta-feira durante a Operação NXIVM, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra um grupo acusado de produzir e armazenar pornografia infantil. A ação cumpriu oito mandados de prisão e teve entre os detidos o terceiro-sargento da Polícia Militar Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos. Segundo a polícia, o grupo produzia gravações de violência sexual contra adolescentes e utilizava as imagens para ameaçar e chantagear as vítimas.
A investigação também apura denúncias de estupros coletivos, tortura e agressões.
Vínculo com o gabinete parlamentar
O assessor trabalhava com a parlamentar desde 2019 e recebia salário mensal de R$ 18,2 mil. Entre suas funções estava representar Talíria em reuniões da bancada do Psol na Câmara dos Deputados. A deputada determinou sua exoneração depois de tomar conhecimento da investigação. A fonte não detalhou o nome do assessor nem o cargo exato que ocupava no gabinete.
A exoneração foi formalizada no mesmo dia da operação, conforme informado pela própria parlamentar em nota. A medida afasta o funcionário de suas atividades legislativas e administrativas. A Câmara dos Deputados não se manifestou sobre o caso até o momento. A fonte não detalhou se o assessor já havia sido alvo de qualquer procedimento interno anterior.
Operação NXIVM e acusações
Batizada de Operação NXIVM, a ação cumpriu oito mandados de prisão e teve entre os detidos o terceiro-sargento da Polícia Militar Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos. Além das prisões, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A fonte não detalhou o número total de mandados de busca ou os locais onde foram cumpridos.
Segundo a polícia, o grupo produzia gravações de violência sexual contra adolescentes e utilizava as imagens para ameaçar e chantagear as vítimas. A investigação também apura denúncias de estupros coletivos, tortura e agressões. As vítimas seriam adolescentes, mas a fonte não informou a faixa etária exata nem o número de pessoas atingidas. A polícia não divulgou detalhes sobre como o grupo aliciava as vítimas ou há quanto tempo os crimes ocorriam.
Reação da deputada Talíria Petrone
Em nota, Talíria afirmou ter sido surpreendida pela operação e declarou que não compactua com qualquer forma de violência contra mulheres e meninas. A parlamentar manifestou solidariedade às vítimas e defendeu uma investigação rigorosa, com respeito ao devido processo legal. “Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e de seus direitos”, afirmou a deputada.
A nota da parlamentar não menciona o nome do assessor nem detalha as circunstâncias da prisão. Talíria também não informou se o gabinete colaborará com as investigações ou se adotará medidas adicionais de controle interno. A fonte não detalhou se a deputada teve contato com as vítimas ou com seus familiares.
Desdobramentos e próximos passos
Até o momento, a Justiça não divulgou se os presos passarão por audiência de custódia ou se haverá pedido de prisão preventiva. A Polícia Civil deve continuar a análise do material apreendido para identificar outras possíveis vítimas e envolvidos. A fonte não detalhou se há outros mandados a cumprir ou se a operação terá novas fases.
O caso levanta questionamentos sobre a conduta de agentes públicos e a segurança de adolescentes em ambientes virtuais. Especialistas em proteção à infância recomendam que pais e responsáveis monitorem o uso de redes sociais por menores e denunciem qualquer suspeita de exploração sexual. A fonte não detalhou se o grupo usava plataformas específicas para aliciar as vítimas.
A Câmara dos Deputados poderá abrir procedimento interno para apurar a conduta do ex-assessor, independentemente da ação penal. A fonte não detalhou se a Corregedoria da Polícia Militar investigará a participação do sargento. A Operação NXIVM segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.
Fonte
- revistaoeste.com
- Polícia Civil do Rio de Janeiro (www.policiacivil.rj.gov.br)
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