Santa Casa recebe 40 órteses para tratar crianças com pé torto
A Santa Casa de Araçatuba recebeu 40 órteses ortopédicas que serão utilizadas no tratamento de bebês e crianças com pé torto congênito. Os equipamentos foram entregues pelo Rotary Club Araçatuba Cruzeiro do Sul em uma iniciativa que pretende ampliar o acesso ao tratamento especializado.
A ação foi possível após uma parceria com o Rotary Club de São Carlos-Norte e com o projeto “Mudando a Vida das Crianças com Pé Torto no Brasil”, coordenado pelo ortopedista pediátrico Ricardo Innecco de Castro.
A responsável por articular a chegada das órteses foi a ortopedista pediátrica Renata Esteves Cassiano, coordenadora do Ambulatório de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa.
Segundo a médica, ela tomou conhecimento de que o projeto de São Carlos possuía equipamentos remanescentes e entrou em contato com o responsável pela iniciativa. As 40 órteses foram então disponibilizadas para os pacientes acompanhados em Araçatuba.
A quantidade também surpreendeu positivamente a equipe. Inicialmente, seriam entregues 20 equipamentos, mas o número acabou dobrado.
Equipamentos podem representar até R$ 28 mil
A doação também tem impacto financeiro para as famílias que precisam manter o tratamento.
De acordo com as informações apresentadas pela equipe, cada par de órteses custa aproximadamente entre R$ 250 e R$ 700.
Considerando as 40 órteses recebidas, o valor estimado dos equipamentos fica entre R$ 10 mil e R$ 28 mil.
O cálculo é uma estimativa baseada na faixa de preço informada para cada par e não representa uma avaliação comercial oficial da doação.
A intenção da Santa Casa é fazer com que os equipamentos sejam utilizados em sistema de empréstimo. Quando a criança crescer e precisar de uma órtese maior, a família deverá devolver o equipamento anterior.
Dessa maneira, o hospital pretende formar um Banco de Órteses, que poderá disponibilizar os aparelhos para novos pacientes.
O que é o pé torto congênito?
O pé torto congênito é uma malformação musculoesquelética que está presente desde o nascimento. A condição faz com que o pé do bebê fique virado para dentro e para baixo e pode atingir um ou os dois pés.
O tratamento começa, de preferência, nas primeiras semanas de vida. Uma das técnicas mais utilizadas é o método Ponseti, que realiza a correção gradual da posição dos pés com a utilização de gessos seriados.
Depois da correção, a órtese é utilizada para ajudar a manter os pés na posição adequada e diminuir as chances de a deformidade voltar.
Cada aparelho possui duas botinhas conectadas por uma barra rígida, que mantém os pés posicionados corretamente.
Santa Casa atende pacientes de 40 cidades
O Ambulatório de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa de Araçatuba funciona há pouco mais de um ano e atende pacientes de 40 municípios da região.
A unidade recebe aproximadamente 50 pacientes por mês, sendo o pé torto congênito uma das principais condições acompanhadas pelos profissionais.
A equipe também trabalha para ampliar o diagnóstico precoce. O problema pode ser identificado ainda durante a gestação, por meio do ultrassom morfológico a partir da 20ª semana, ou após o nascimento, durante a avaliação médica.
Bebês nascidos na maternidade da própria Santa Casa podem ser avaliados e encaminhados diretamente para acompanhamento especializado quando há suspeita da alteração.
Com a chegada das 40 órteses, a expectativa é ampliar o acesso aos equipamentos e fazer com que eles possam ser reutilizados por diferentes crianças ao longo do tempo, fortalecendo o atendimento oferecido pelo ambulatório.
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