DICA: Detetive particular: passo a passo para se tornar um investigador 007

Algumas profissões nunca deixarão de existir, não importa o quanto o mundo se transforme. Uma delas é a de detetive particular, continua em alta e é capaz de gerar, além de bons rendimentos, uma incrível satisfação pessoal.

 Se você já pensou em ser um já pensou em se tornar um investigador nível 007, veja como se iniciar neste universo tão vasto, diverso e fascinante universo dos detetives modernos.

 Quem pode ser um detetive particular?

 A menos que você deseje se tornar um investigador de um órgão público como a Polícia Civil ou Federal (que exige formação superior e a seleção em concurso público), qualquer pessoa, homem ou mulher, pode se tornar um detetive. No entanto, é necessário que o futuro profissional cumpra alguns requisitos básicos para ser bem-sucedido neste nicho de mercado.

Perfil psicológico

 Primeiramente, o aspirante a detetive particular deve ter alguns traços cruciais em sua personalidade. O trabalho investigativo demanda um temperamento calmo e paciente, além de um perfil extremamente curioso e lógico.

 Além disso, alguns atributos são muito importantes para as tarefas cotidianas, como atenção, foco, organização, disciplina, resistência física, sutileza, organização, agilidade, discrição e flexibilidade para lidar com diferentes situações e cenários imprevisíveis.

Na maior parte dos casos, o detetive particular é peça fundamental para desvendar questões familiares e afetivas, como investigações conjugais, de adolescentes, ou até mesmo para supervisionar suspeitas de maus tratos por parte de profissionais como cuidadores de idosos, babás e até mesmo na localização de pessoas desaparecidas.

Existem também investigações em que o profissional pode ser acionado no âmbito corporativo, examinando possíveis casos de espionagem empresarial, sócios, funcionários que podem prejudicar verbas e rendimentos ou mesmo se apropriar do patrimônio intelectual e físico de uma empresa. Ainda nessa linha investigativa, o detetive também deve estar atento e preparado para casos de contraespionagem, detectando e solucionando o vazamento de informações.

Cursos e especializações

Existe uma série de agências especializadas na área que oferecem cursos de investigação particular, capacitando o profissional por meio de métodos teóricos e práticos. Durante o aprendizado, o futuro detetive terá contato com diversas técnicas investigativas, como habilidades para entrevistar testemunhas, saber reconhecer mentiras e apurar seus instintos e o raciocínio lógico em busca das pistas certeiras.

O investigador também precisa dominar tecnologias de monitoramento e coleta de informações, como softwares de vigilâncias, programas de computador, câmeras e microcâmeras para diversas ocasiões, ambientes e finalidades, gravadores, entre outras ferramentas indispensáveis para o registro de provas concretas para o desfecho do caso.

As vantagens da profissão

Além de bons honorários, que podem variar de acordo com a complexidade e período de investigação, o detetive particular atua em uma área onde o tédio nunca existirá. Sempre haverá novos casos em contextos e cenário totalmente variados, criando uma rotina dinâmica e surpreendente todos os dias. Há também a satisfação pessoal pela busca da seus clientes, que é sempre reconhecida por parceiros de trabalho e por seus clientes.

Os contras

 É válido lembrar que o ambiente investigativo pode ser imprevisível e trazer uma série de situações estressantes, seja por conta dos prazos combinados para a solução do caso ou mesmo por sua complexidade.

 Existe também o risco de situações de pressão psicológica em virtude de fatos e desdobramentos inesperados em cada caso, que nem sempre poderão ser desvendados ou terão o desfecho esperado. É importante saber lidar com frustrações cotidianas e persistir.

 

Fonte: Da redação – texto Aline Matos