PSICOLOGIA: Hoje vamos falar sobre as limitações da nossa mente.

Acredito que a maioria dos leitores já ouviram falar sobre o poder dos nossos pensamentos, ou “quem acredita, alcança” e sobre como somos responsáveis por nossas vitórias e derrotas. Bom, isso não é uma regra em todos os casos, já que existem coisas fora do nosso alcance, ou seja, o ambiente, as limitações impostas, as condições materiais e financeiras, etc. Mas quero falar hoje, sobre as limitações internas, sobre nossas crenças, essas sim são possíveis mudar. E acredite, essa mudança traz muito benefício ao indivíduo!

Para te ajudar a entender, vou dar exemplos de pensamentos e ações limitadoras. Pense em alguém que nunca conseguiu tirar a habilitação para dirigir, o que está por trás desse comportamento? Será que realmente a pessoa do caso acima não é apta a dirigir? Será que ela precisará depender de terceiros para que dirijam pra ela? Nunca será autônoma? É importante avaliar de acordo com a realidade de cada pessoa. Suponhamos que essa pessoa tem uma boa visão, sabe ler e escrever, então ela pode estudar e passar nas provas escritas, e que também é apta no psicotécnico, mas o problema está no seu desempenho dirigindo o veículo. Estou tentando aqui evidenciar a grande quantidade de pessoas que não passam nas provas práticas por sintomas de ansiedade e medo, como por exemplo, sudorese, tremores nas mãos e nas pernas, taquicardia, entre outros.

É importante compreendermos que, a mente e o corpo estão interligados, o que se passa na sua mente ao executar uma tarefa, irá interferir no resultado final. Agora vamos imaginar outras situações comuns, um medo excessivo de baratas, medo de viajar de avião, de altura ou de executar algum comportamento. Dependendo do grau e da persistência dos sintomas ansiogênicos, esses comportamentos estão em uma classificação de doenças psicológicas, conhecida como fobias. Temos também o medo de falar em público, quantos de vocês ouviram algum palestrante dizer o quanto tinha vergonha de se apresentar para muitas pessoas, mas hoje desempenha esse papel com excelência? O que será que o ajudou a superar esse medo?

É importante avaliar o quanto esse medo excessivo ou a falta de uma habilidade tem prejudicado sua vida cotidiana, questionar se você tem o desejo de mudar, se isso está te limitando a realizar metas e planos para o futuro, ou se simplesmente você não está contente com isso e quer mais. Uma técnica muito importante ensinada em terapia é, monitorar nosso pensamento nos momentos em que percebemos alterações no nosso humor e estado geral. A pergunta típica, “o que está se passando pela minha cabeça nesse momento?”.

Na terapia essa técnica e outras, são desenvolvidas para que a pessoa aprenda a ter controle das suas emoções e também para autoconhecimento. Pois quando a pessoa compreende o seu funcionamento mental, ela também começa a agir de forma assertiva em todas as situações vivenciadas por ela, sejam essas estressoras ou não.

Se te ajudou de alguma forma, comente! Um abraço;

Fonte: Rafaela Simões – Psicóloga