Denúncia: Tip Toe: Empresa deixa colaboradores em aviso prévio sem receber parcela de acordo firmado

Mais uma vez a empresa Tip Toe em Birigui está envolvida em escândalo. A empresa em meses anteriores realizou acordo para pagamento em parcelas do PLR, 13° Salário, Férias, além de Cesta Básica. Porém na última Sexta (22), pagou parte destes Colaboradores, deixando quem está em aviso prévio sem receber um centavo e pouco se importando com eles. Diante dos fatos, vários colaboradores nesta situação, entraram em contato com a nossa equipe de reportagem para mais uma vez denunciar o caso.

Na manhã desta Segunda-feira (25), aproximadamente 10 funcionários em aviso prévio, se uniram na empresa para questionar o porquê não haviam recebido seus vencimentos da mesma forma que os demais. Eles conversaram com o Responsável pelo Recursos Humanos e também com o Gestor responsável pela empresa que alegou dificuldade financeiras e que iriam tentar pagar até a próxima Sexta-feira, mas os funcionários não querem esperar, justamente porque as contas pessoais não esperam.

FGTS

A empresa não está cumprindo com o depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Trabalho), onde mensalmente vem descontado nos holerites dos colaboradores.

MINISTÉRIO DO TRABALHO

Nossa equipe entrou em contato com o Ministério do Trabalho, onde nos informaram que um auditor fiscal, realizará uma auditoria na empresa devido as denúncias formalizadas neste órgão. Se constatado irregularidades, a empresa será autuada.

JUSTIÇA DO TRABALHO

Também entramos em contato com a Justiça do Trabalho, onde através do Diretor de Secretaria do órgão, Nivaldo Cavarezi, nos informou que a empresa tenta uma recuperação judicial para restabelecer vínculos. Informou também que vários processos trabalhistas já foram protocolados neste órgão contra a empresa Tip Toe indústria de calçados. As férias e 13° salário, só poderiam ser parcelados se houvesse uma reunião em acordo com Sindicato responsável pela categoria em acordo com os funcionários. Reforçou ainda que os trabalhadores que Estão nesta situação deverá procurar a Justiça competente para uma ação judicial.

SINDICATO DOS TRABALHADORES.

Entramos em contato com o Sindicato dos Sapateiros de Birigui, através de sua Presidente Milene Rodrigues, que nos informou que o prédio da empresa no Rio Grande do Sul está a leilão Judicial, onde após a venda da edificação, o valor será para pagamentos de Colaboradores que não receberam suas rescisões trabalhistas. Também informaram que o prédio onde funcionava a empresa Tip Toe na Rua Izaura Boteon, também está penhorado, como bens particulares (Como o carro Blindado) do Proprietário da empresa além de outros bens particulares. Informou o sindicato que a contribuição sindical que vem descontado em folha de pagamento dos colaboradores, não está sendo repassado ao sindicato dos Sapateiros de Birigui que também está movendo uma ação judicial contra a empresa, e que independente da situação estará a disposição dos colaboradores desta empresa. Milene ainda disse que tentou várias vezes conversar com os colaboradores dentro da empresa, porém foi impedida de entrar. Mas garantiu que esta semana estará indo na empresa e de que qualquer forma irá conversar com os colaboradores. O caso da empresa não pagar os colaboradores em aviso prévio, caracterisa descriminação, uma vez que mesmo em aviso prévio, eles ainda são funcionários da Tip Toe. O parcelamento dos vencimentos que a empresa fez não tem valia, devido que por obrigação, deveria ter a assinatura de concordância do sindicato, e que a empresa fez por conta própria. A preocupação da Presidente é que se houver uma falência decretada pelo juiz, todos os funcionários serão demitidos sem receber a verba rescisória. O sindicato pede para que todos os funcionários escutem o sindicato dos Sapateiros de Birigui e assim saberão da verdadeira história que poderá não ter um final feliz.

TIP TOE

Tentamos contato com a empresa para comentar os fatos, porém mais uma vez até o momento não obtivemos resposta. Informamos que o espaço está aberto para os diretores da empresa caso queiram se manifestar.

Fonte: Da redação com informações Marcelo Valarini

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