ARTIGO: Eficiência energética na agenda

 
José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São Paulo
 
O Brasil acreditou na potencialidade energética de sua água. Não contava com crises hídricas, provocadas em parte pelo aquecimento global, em parte pelo maltrato contínuo e inclemente da natureza. O resultado é que as hidrelétricas estão praticamente saturadas. É urgente pensar em outras matrizes energéticas.
Basta verificar a dimensão do Brasil para perceber que múltiplas são as opções, ao contrário de países que resolveram problemas muito mais sérios.
Se a necessidade não surge, a tendência é a inércia, o acomodamento, a leniência.
Ainda bem que existem nichos que não dormem no ponto. Uma das vozes autorizadas é a do professor José Goldemberg, reconhecido especialista mundial em eficiência energética. Sua pregação resulta em despertar de muitos que ainda estavam na zona de conforto.
A boa notícia é a de que o uso de fontes renováveis como a energia solar, a eólica ou a de biocombustíveis entrou também na agenda dos que fazem o Brasil andar: os empresários.
O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), tem uma parceria com a GIZ, Sociedade Alemã de Cooperação Internacional, para incrementar a capacitação de profissionais no manuseio de tecnologias e técnicas inovadoras no uso dessas novas matrizes.
O nosso gasto com energia elétrica é grande e esse dispêndio inibe investimento em outras finalidades. Por isso, a boa nova na distribuição de currículos e materiais didáticos, definição de equipamentos mais adequados aos centros de treinamento, capacitação de instrutores e docentes e oferta de muitos cursos.
A Alemanha está na nossa frente e continua a partilhar experiência e conhecimento. O Fundo Solar, criado pelo organismo alemão de certificação de energias limpas, Grüner Strom Label e. V – GSL, forneceu recursos para a criação de um Centro de Treinamento de Energia Solar em Taguatinga, no interior de São Paulo.
Mas ainda precisamos avançar. Ainda temos 61,4% de energia hidrelétrica, 8,8% da biomassa, 6,4% da eólica e apenas 0,01% da solar.
Vamos todos melhorar isso?
Fonte: Secretária Educação

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